Quando os tablets chegaram ao mercado, muita gente duvidou do potencial do brinquedinho ou de que as pessoas realmente adicionariam mais um equipamento à sua rotina diária. Sucessos como o iPad, no entanto, provaram que o público abraçaria a tecnologia por anos à fio, com o segmento aquecendo bastante o mercado e oferecendo produtos de todos os tipos, sistemas e custos. Agora, porém, o setor marca mais um ano de baixa, com apenas os modelos destacáveis conseguindo se manter populares.

Segundo um estudo feito pelo IDC, esses aparelhos que praticamente inauguraram a era pós-PC – substituindo muito dos usos dos desktops – só teve 206,8 unidades comercializadas em 2015, uma queda de 10,1% em relação a 2014. Quando se olha apenas o último trimestre do ano passado a queda chega a 13,7%, um impacto alto no mercado se for considerado que o período engloba o grosso das vendas, por conta do Natal. Será que essa é uma boa notícia para os fabricantes de PC? Bem, não exatamente.

O que acontece é que, enquanto o nicho de tablet cai continuamente, os dispositivos que unem tela e teclado que podem ser usados juntos ou separadamente, como o iPad Pro e a linha Surface da Microsoft, anda registrando altas significativas. De acordo com o órgão de pesquisa, a categoria atingiu um pico de 8,1 milhões de itens despachados para o varejo, um número que dobra a quantidade oferecida um ano antes. O mais interessante é perceber o motivo de esses aparelhos estarem caindo no gosto do público.

“Uma das maiores razões pelas quais os destacáveis estão crescendo tão rápido é porque os usuários finais estão enxergando esses dispositivos como substitutos dos PCs”, analisa Jean Philippe Bouchard, diretor do IDC. Para a Microsoft, essa opção por deixar os computadores de lado pode significar menos cópias do Windows em circulação. Isso porque o tablet top de linha da Apple lidera as vendas dos destacáveis.

Embora o sistema operacional da companhia liderada por Satya Nadella possa ser prejudicado a longo prazo, as chances são de que o grande afetado seja o próprio segmento dos tablets tradicionais. Afinal, acredita-se que a popularização dos phablets – uma categoria hoje abraçada pela própria Empresa da Maçã, com seus iPhone 6 Plus e 6s Plus – possa continuar a tirar espaço de seus primos com telas grandes.

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