Em 2010, tablets eram vistos como extensões naturais do sucesso obtido pelos smartphones. Lideradas pela Apple, diversas companhias começaram a lançar aparelhos com funções e hardwares variados com o objetivo de conquistar os consumidores que deixavam de lado opções restritas a mesas por produtos mais portáteis.

Chegando ao Mobile World Congress 2016, parece que as principais empresas do mundo da tecnologia esqueceram que o formato um dia existiu. Nomes como Samsung, Sony, HTC e LG sequer mencionaram tablets em suas conferências, e não foi surpreendente descobrir que nenhuma das marcas trabalha com uma ideia nova nessa área.

As exceções a esse regra foram a Lenovo, que investiu em dispositivos mais baratos, e a Huawei, que anunciou o MataBook — opção que se assemelha mais ao Surface Pro do que a um tablet convencional. Entre as razões para a queda de popularidade dos produtos está o fato de que o mercado está recheado de aparelhos na faixa dos US$ 200 (aproximadamente R$ 1 mil) que são perfeitamente funcionais, o que desestimula a produção de modelos “flagship”.

Também não contribui para isso o fato de que esses aparelhos não são tão necessários para a maioria dos consumidores quanto um smartphone — cujas telas continuam a crescer. Se há alguns anos uma tela de 5,3 polegadas era considerada grande, agora esse já é o padrão médio adotado por muitas fabricantes.

O site TechCrunch especula que os tablets não devem ter uma grande sobrevida no mercado, com exceção do iPad — que continua o líder do mercado. Segundo o redator Romain Dillet, a situação ainda pode ser revertida caso fabricantes apostem em produtos capazes de substituir laptops dedicados ou que ofereçam boas opções a artistas — algo bem diferente dos modelos atuais, que tentam competir com smartphones e sempre acabam perdendo essa aposta.

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