Segundo a consultoria Strategy Analytics, o mercado de smartwatches já é maior que o de relógios de luxo suíços. Os aparelhos inteligentes superaram seus parentes europeus no último trimestre de 2014, mas não foram informados números concretos a respeito da diferença entre as categorias.

Contudo, estima-se que 30 milhões de relógios inteligentes tenham sido vendidos em 2015 no mundo todo, e a expectativa é de crescimento em 2016 e também em 2017. Espera-se que, neste ano, o mercado entregue 50 milhões de unidades às lojas e, no ano que vem, essa quantidade suba para 66,7 milhões.

No que toca o mercado de relógios de luxo suíços, a queda nas vendas foi de 5% no último trimestre de 2015 comparado com o mesmo período de 2014. Nesse mesmo espaço de tempo, os smartwatches cresceram 316%. Grande parte desse sucesso moderno é devido ao Apple Watch, que representa 63% do mercado de relógios inteligentes.

Samsung fica em segundo lugar, mas com apenas 16% de market share. É interessante notar, entretanto, que apenas uma fabricante suíça tradicional está se movendo para acompanhar a novidade dos relógios inteligentes.

Bendito fruto

A TAG Heuer lançou recentemente o seu Connected Watch com Android Wear, processador dual-core Intel de 1,6 GHz e o dobro de RAM que a maioria dos aparelhos que rodam a mesma plataforma possui. Apesar disso, ele não conta com NFC ou GPS. Até o momento, essa empresa de 155 anos de fundação fica com apenas 1% do mercado mundial de smartwatches no momento.

Mesmo com essa marca dando certo exemplo para suas conterrâneas, é necessário entender que a TAG Heuer está no mercado de tecnologia de ponta há muito tempo. A empresa tem fabricado smartphones de luxo há alguns anos e tem uma cultura de adotar novidades com rapidez, muito diferente de outras marcas suíças.

Olha no que deu

Falando em marcas suíças, há dois ou três anos, a Apple teria tentado montar uma parceria com algumas grandes marcas de relógios de luxo para o lançamento do seu vestível, mas parece que a empresa foi esnobada. Aparentemente, os donos dessas fabricantes suíças acreditavam que ninguém compraria “tralhas tecnológicas” para por em seus pulsos, e que o mercado de relógios de luxo nunca seria afetado por smartwatches.

Hoje, a Strategy Analytics liga a queda na venda de relógios de luxo suíços diretamente ao crescimento de smartwatches top de linha, que apelam para o público em design e também em funcionalidade.

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