A China promete ser o novo campo de batalha onde nomes como Intel, ARM e Qualcomm vão se enfrentar pela supremacia no mercado de servidores. Na última quinta-feira (21), a Intel anunciou uma parceria com a Universidade Tsinghua e com a Montage Technology Global Holdings que vai resultar no investimento de US$ 100 milhões em chips voltados a servidores.

O anúncio surgiu logo após a Qualcomm divulgar que vai investir US$ 280 milhões no desenvolvimento de chips baseados na arquitetura ARM em parceria com uma província da China. As parcerias são fruto de um novo posicionamento por parte do governo local, que quer estimular a produção de suas próprias empresas e diminuir a dependência de semicondutores fabricados em terras estrangeiras.

Segundo a Intel, sua iniciativa tem como objetivo criar um chip programável capaz de ser reconfigurado para se adaptar rapidamente a diferentes tipos de tarefa. À Universidade Tsinghua vão caber os “requisitos específicos locais” — em outras palavras, a instituição deve ser a responsável por dialogar e negociar com as autoridades governamentais.

Já a Qualcomm deve concentrar suas atividades na província de Guizhou com o objetivo de criar alternativas da arquitetura ARM capazes de combater o domínio da tecnologia x86 no segmento de servidores. Entre as vantagens propostas pela companhia está uma diminuição com gastos energéticos, sem que isso tenha impactos negativos no desempenho das máquinas.

Independentemente de quem vencer essa batalha, está claro que a China deve se tornar cada vez mais importante para o mercado global da tecnologia. O maior desafio enfrentado pelas empresas do ramo deve ser lidar com o governo local, que está cada vez mais preocupado com questões envolvendo criptografia, espionagem e o rastreamento por GPS, especialmente quando isso envolve produtos fabricados em outros locais do mundo.

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