Com uma proporção de três presos para cada guarda, o Centro de Correção do Condado de Worcester, em Massachusetts, nos Estados Unidos, implementou uma nova medida para tentar garantir a segurança dos seus presidiários e funcionários. Utilizando câmeras megapixel com zoom suficiente, os agentes penitenciários passaram a observar as expressões faciais dos detentos durante conflitos, atuando antes que os incidentes alcancem grandes proporções.

Além do monitoramento em tempo real de seus 12 pavilhões por meio de mais de 100 câmeras Axis com tecnologias megapixel e antivandalismo, a instituição usa as imagens gravadas para investigar detentos envolvidos nas ocorrências. Essa metodologia permite identificar elementos que representem riscos maiores e serve como justificativa para o aumento da pena dos criminosos.

Em um dos casos gravados após a implantação do sistema, os vídeos ajudaram os investigadores a identificar membros de facções rivais em meio a uma briga que terminou com um esfaqueamento. Como resultado, os participantes foram acusados formalmente perante a Justiça e receberam uma sentença adicional.

Sistema multiuso

Somando-se ao monitoramento e à prevenção de confusões, o sistema de câmeras também é utilizado para realizar um mapeamento mais detalhado da penitenciária. “Conseguimos cobrir quase todos os locais onde um detento poderia se esconder para fazer algo errado”, afirma Maurice Myrie, diretor de TI e oficial de segurança da informação da instituição.

No futuro, o material obtido deve ser utilizado como parte de um programa de capacitação de novos guardas. A ideia seria usar as gravações para que os novatos acompanhem sequências de acontecimentos reais, observando como eles reagiram diante de cada situação particular e dando instruções para prepará-los para o cotidiano da penitenciária, ensinando o que fazer quando enfrentarem ocorrências similares.

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