A palavra extensões é extremamente frequente no vocabulário de quem usa
um computador. Mas nem todos conhecem seu conceito. A definição de extensão pode ser simplificada. Já
reparou que todo arquivo de computador tem o nome complementado com
três letras? Essas três letras indicam a extensão do arquivo, também
conhecida pelo termo formato.
Por sua vez, a extensão é um indicativo da finalidade de um arquivo e
de quais programas podem ser utilizados juntamente com ele. Exemplo
mais comum hoje em dia pode ser a extensão MP3. Ela indica arquivos de
áudio que devem ser executados em tocadores compatíveis.
Definição técnica
Um formato de arquivo, tecnicamente definindo, é a maneira específica
com a qual as informações nele contidas foram codificadas. Uma vez que
qualquer fonte de armazenamento em um computador pode somente armazenar
bits, o computador precisa de uma maneira de converter a informação
para dígitos binários (0 e 1).
Para saber mais sobre extensões de arquivos e conhecer as principais
delas, clique aqui para ler este outro artigo.
Onde está o perigo?
O que acontece com muita frequência é o uso de extensões vitais para um
computador para a criação e propagação de vírus. Neste sentido, algumas
extensões merecem atenção:
CMD – é a abreviação para command (comando, em inglês). Neste
sentido, trata-se de uma “ordem” para um programa ou componente de um
sistema executar uma tarefa específica.
BAT – este é um arquivo de texto com uma sequência de comandos,
escritos linha por linha. É um conjunto de instruções utilizado para
executar várias instruções de uma só vez.
SCR – extensão para proteções de tela.
EXE – arquivos executáveis que não precisam de nenhum
software para ativá-los, eles são autoexecutáveis.
VBS – sigla para Visual Basic Script (script para Visual Basic), é uma
linguagem que acessa elementos de ambientes que utilizam a linguagem.
WS – sigla para Web Service, trata-se de uma interface que pode ser
acessada pela internet e executada em um sistema remoto.

Devido à estrutura desses formatos e à maneira como eles acessam um
sistema, eles são largamente utilizados para a propagação de vírus.
As extensões CMD e BAT são extremamente perigosas porque podem executar
tarefas que deixam um computador à mercê de um malfeitor pronto para
roubar informações preciosas da vítima.

Já a extensão SCR não tem o mesmo tipo de acesso, mas é extremamente eficiente porque o usuário pensa que
se trata de um simples protetor de tela. Ao acessar o arquivo, o
problema surge. A extensão EXE, por sua vez, é notadamente uma fonte
perigosa, mas mesmo assim muitos usuários não prestam atenção onde
estão clicando.
As extensões VBS e WS são pouco utilizadas, uma vez que muitos clientes
de email bloqueiam automaticamente este tipo de conteúdo. No entanto,
elas também causam grandes estragos quando acionadas.
Em menor escala – muito menor, diga-se de passagem –, extensões do
Office (DOC, XLS, MDB e PPT por exemplo) também são utilizadas. No
geral elas carregam vírus simples e não muito perigosos.
Logo, ao
receber um email com um arquivo deste tipo, pense duas, três, 100 vezes
antes de abri-lo. Mesmo que o remetente seja conhecido, ele também pode
ter sido vítima de um código malicioso.
Isso porque muitos vírus são programados para se espalhar através de
uma pessoa infectada. O vírus é capaz de acessar os contatos de um
email, por exemplo, e enviar a mensagem maliciosa para todos eles.
Logo, mesmo que você conheça o remetente, não confie cegamente.

Outro motivo para não confiar nem mesmo em conhecidos são os
comunicadores instantâneos (messengers). Um contato infectado pode
enviar arquivos e links maliciosos sem que a vítima perceba.
Uma dica é você avisar imediatamente um contato conhecido que lhe
enviou um link suspeito, pois muitos deles podem nem ter consciência
que estão infectados.
Além de emails, eles também utilizam phishings (páginas falsas que se
assemelham às de instituições de confiança para enganar os usuários).
Neste caso, o perigo é ainda maior, pois basta ser direcionado à página
maliciosa para acessar o vírus. Clique aqui para saber mais sobre este tipo de fraude.
Dicas para sua segurança
1º Antivírus e outros componentes de segurança
A primeira regra para um usuário de computador nos dias de hoje é
instalar um antivírus e mantê-lo sempre atualizado, executando scans
periódicos por todo o computador. Para complementar essa proteção,
tenha também programas de segurança específicos, como antispyware,
firewall e outros.
2º Desconfie quase sempre
Isso não significa ser paranoico, mas prudência é fundamental. Preste
atenção a arquivos anexos em mensagens de email. Veja se o texto da mensagem não
está muito generalizado, com a cara de que foi enviado para muitas
pessoas "roboticamente". Se for o caso, responda ao remetente para conversar sobre a
procedência de um arquivo.
Tenha muito cuidado também com links enviados. Antes de clicar neles,
experimente posicionar o cursor do mouse sobre eles SEM clicar. Olhe
para o canto esquerdo inferior do navegador, este é o endereço real do
link. Caso ele seja suspeito ou diferente do link enviado, tenha
cuidado. O que acontece, nesses casos, é o uso de uma máscara.
Um
código malicioso é capaz de enviar um link como
http://www.baixaki.com.br, que é de confiança. Porém, esta pode ser apenas uma
máscara que camufla o endereço real do link.

3 º Phishings
Phishings são sites “clones” de sites de empresas de confiança. Muitos
bancos, por exemplo, já tiveram sites clonados. São cópias idênticas
aos originais que dificilmente são identificados visualmente como
fraudes. Ao acessar sites de bancos ou outros sites nos quais é preciso
fornecer informações pessoais, preste atenção nas indicações do seu
navegador. Símbolos como um cadeado destacado ou uma barra de endereços
com a coloração verde (no Internet Explorer), indicam a autenticidade
da página.
Preste também atenção ao endereço acessado. Qualquer expressão fora do
normal pode indicar uma fraude. A dica do cursor do mouse também vale
aqui.
4º Atenção com as extensões
Em muitos casos, o Windows não exibe a extensão de um arquivo após o
nome. Logo, um malfeitor que espalhar um arquivo com o nome
“documento.txt.exe” poderá ter sucesso, uma vez as três últimas letras
podem estar ocultas.
Para sempre visualizar as extensões dos arquivos, acesse o Windows
Explorer ou o Meu Computador. Acesse o menu "Ferramentas" e clique em
"Opções de Pasta". Clique na aba "Modos de Exibição". Desmarque o item
“Ocultar as extensões dos tipos de arquivos conhecidos".

5º Não seja um gatilho
Lembre-se do princípio básico de arquivos maliciosos: eles precisam de
um gatilho, que geralmente é um usuário descuidado.
Infelizmente, navegar pela internet atualmente é como andar em um campo
minado. O cuidado com tudo que circula muitas vezes é exagerado, mas se
faz necessário diante de tantas ameaças por aí.