Os robôs mais realistas do mundo

Conheça alguns dos projetos que estão próximos de transformar máquinas em cópias idênticas de seres humanos.
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Por Felipe Gugelmin em 27 de Abril de 2011

Os robôs mais realistas do mundo (Fonte da imagem: Discover Magazine)

A ficção científica está repleta de histórias em que é difícil identificar quem é humano ou não. Nelas, as técnicas de produção das máquinas se tornaram tão realistas que elas não só são capazes de demonstrar emoções e criatividade, como possuem a aparência de uma pessoa qualquer – incluindo detalhes mínimos como pelos e rugas na pele.

Embora ainda esteja longe o dia em que teremos robôs capazes de sumir em meio à multidão devido à sua semelhança com humanos, a cada ano surgem invenções que chegam cada vez mais perto desse objetivo.

Neste artigo, reunimos algumas das máquinas mais impressionantes (e bizarras) que tentam emular com perfeição o comportamento humano. Confira abaixo a lista, e não deixe de registrar sua opinião sobre as invenções em nossa seção de comentários.

Geminoid

Alguns dos robôs mais realistas do mundo pertencem à linha Geminoid, desenvolvidos pela companhia japonesa Kokoro. Dispondo atualmente de três modelos (o mais recente inspirado no professor Henrik Scharfe, da Universidade Aalborg na Dinamarca), o objetivo das criações é estudar interações emocionais entre humanos e máquinas.

Além disso, os robôs servem como forma de observar como as características culturais de diferentes locais interferem na percepção de máquinas realistas. Todas as criações têm suas expressões faciais controladas de forma remota por um operador especializado, e ainda estão longe de interagir de forma realista com o público.

Mesmo com essas limitações, as invenções surpreendem pelo realismo e variedade de expressões que conseguem demonstrar.

Actroid DER2

Outra invenção da Kokoro, o Actroid DER2 possui funções bem diferentes da linha Geminoid. Como fica claro no site da empresa, o robô Actroid DER2 tem o objetivo de emular o comportamento de uma modelo, e é usado principalmente em grandes eventos como um substituto interessante para as recepcionistas tradicionais.

Disponível em modelos de cabelo comprido ou curto, os robôs podem ser alugados através de um número de contato fornecido pela fabricante.

Animatrônicos complexos

A indústria da propaganda também se aproveita de robôs realistas para chamar atenção para suas produções, como mostra o bebê mecânico do vídeo abaixo:

O cinema usa as evoluções na área para a geração de efeitos especiais mais reais do que qualquer computação gráfica. Exemplo disso é a criação robótica abaixo, feita especialmente para o filme "Pink Eye".

Humano ou robô?

A máquina criada por David Hanson surpreende pelo nível de realismo e, se não fossem os fios ligados à parte de trás da cabeça, poderia ser confundida com um ser humano real. Batizado como Jules, o robô tem como principal objetivo interagir com pessoas através de conversas sobre os mais diferentes assuntos.

Jules também é capaz de desenvolver empatia e relacionamentos realistas com humanos. Isso sem contar com um sistema capaz de reconhecer diferentes expressões faciais e uma memória que armazena o nome e as características das pessoas com quem interagiu.

Assustadoramente real

Embora não possua uma aparência tão próxima à dos seres humanos quanto os demais robôs mostrados aqui, o CB2 chega a assustar pela capacidade de imitar comportamentos. A partir da observação de expressões faciais e do contexto social em que uma pessoa se encontra, a máquina é capaz de reproduzi-las fielmente em poucos instantes.

Segundo os criadores, a relação do robô com o ambiente à sua volta é a mesma que a de um bebê. Com 1,3 metros de altura, a criança humanoide foi criada para aprender da mesma forma que um ser humano. Além das câmeras acopladas aos olhos, o robô conta com diversos sensores em sua pele, capazes de identificar e responder a diferentes tipos de toques.

Criado em 2007, o CB2 desenvolve novas habilidades com a passagem do tempo. Além de ter aprimorado o sistema de detecção de emoções e expressões, a máquina conseguiu aprender sozinha como controlar seus 51 músculos mecânicos para conseguir andar sem apoio.



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