Por maior que tenha sido o desastre da Usina Nuclear de Fukushima, lentamente o esforço conjunto feito pelo governo japonês e várias outras companhias está reparando o local. Mas agora a Toshiba está trazendo uma nova “arma” para o campo, na forma de um robô feito especialmente para limpar o Reator 3, o mais afetado pelo incidente.

O robô, que você pode conferir em ação no vídeo abaixo, foi desenvolvido para retirar todo o material radioativo da piscina do reator, recolhendo um total de 566 bastões-combustíveis presentes no local. Para tal, o autômato conta com um par de braços poderosos - um capaz de levantar destroços do desastre e até mesmo cortá-los, se necessário, e outro para coletar os bastões.

E por que usar um robô controlado remotamente, e não contar com funcionários humanos equipados com trajes protetores como ocorreu nos outros reatores? O fato é que, como comentamos anteriormente, o Reator 3 foi o mais afetado pelo desastre, apresentando o maior nível de radiação dos seis reatores; assim, é considerado impossível para pessoas monitorarem uma tarefa dessas com segurança.

Por outro lado, o robô desenvolvido pela Toshiba pode ser totalmente controlado à distância, utilizando um conjunto de câmeras que dão aos pilotos uma visão completa dos arredores. Ainda assim, espera-se que a tarefa se torne muito mais complicada, dada a limitação trazida por esse método de controle.

Uma solução ainda distante

Antes que você pense que tudo deve se resolver em breve, uma vez que o robô já está pronto, a empresa avisa que o robô só deve entrar em operação a partir de 2018. Os motivos para isso são dois: primeiro, a Toshiba ainda terá que instalar uma cobertura sobre a piscina do reator para poder montar o autômato corretamente.

O principal atraso, contudo, é resultado da própria complexidade do processo. Uma vez que os funcionários vão operar o robô remotamente e que uma falha pode ter consequências catastróficas, eles terão que passar por um treinamento para controlar cada parte do autômato nos mínimos detalhes; processo que está agendado para começar apenas em 2017.

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