De acordo com um levantamento feito por empresas especializadas no monitoramento online, o público brasileiro vem usando as redes sociais para demonstrar que não estão nada otimistas com 2016. Segundo o estudo feito pela plataforma Stilingue em parceria com o Núcleo de Inteligência da Misasi Relações Públicas, das 3.257 menções analisadas, 142 relacionam a economia deste ano ao verbo “diminuirá” e 123 ao termo “pessimismo”

A pesquisa foi realizada de 1º a 31 de dezembro de 2015, com publicações espontâneas de usuários brasileiros ligadas ao termo “2016” no Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Google+, além de blogs, fóruns e comentários de notícias. Ainda em relação à economia, 171 postagens acreditam que a inflação vai aumentar, assim como o desemprego (74 menções).

O estudo também constatou que 61 das interações previam ou citavam retração no comércio, 34 no agronegócio e 15 na indústria. A maioria das postagens viam ainda aumento do dólar (38), seguido pela diminuição (26) e estabilidade do valor (6). Enquanto isso, somente sete menções relacionam “economia” a “estável” e 78, a “aumentará”.

O levantamento notou ainda pessimismo sobre a política do país, principalmente em relação à presidente Dilma Rousseff e ao Partido dos Trabalhadores (PT). A chefe do Executivo foi ligada ao termo “desastres” 61 vezes, enquanto o PT foi conectado a expressões como “prefeitura” (27), “novas eleições” (23) e “lava-jato” (16). Já “o governo” foi associado a “ficará tudo igual” (22), “prefeitura” (17), “lava-jato” (10), “ganhará força” (10), “novas eleições” (9) e “impeachment” (3).

A internet com ela é

De acordo com Rafael Mello, diretor do Núcleo de Inteligência da Misasi Relações Públicas, o estudo é relevante por mostrar o retrato espontâneo de descontentamento dos brasileiros. “A pesquisa não usa notícias ou especialistas e é resultado de menções espontâneas da população nos canais digitais, que são cada vez mais importantes e possuem um enorme potencial viral”, afirma.

O CEO da Stilingue, Rodrigo Helcer, ressalta que a análise não foi uma mera coleta de opiniões, pois também foi feita uma seleção sobre quais postagens se relacionavam ao tema proposto e eram “realmente significativas para construir um raciocínio lógico”. Segundo ele, isso só foi possível graças a uma tecnologia de inteligência artificial em análise de textos feita sob medida para o idioma português e o contexto brasileiro.

“Somos capazes de atender desde o público avançado ao mais leigo, que pode especificar sozinho o que deseja pesquisar. Nossa tecnologia captura publicações, interpreta o conteúdo, resume os principais tópicos e os classifica com praticidade, sem a necessidade de trabalhos manuais”, completa Helcer.

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