Fake News: como identificá-las? #FINITMG

2 min de leitura
Imagem de: Fake News: como identificá-las? #FINITMG

O Plantão da Globo interrompeu um episódio de "Dragon Ball Z" para anunciar o ataque de 11 de setembro? O Banco Santander perdeu mais de 20 mil clientes depois de patrocinar uma exposição taxada de pornográfica? Políticos querem legalizar o casamento infantil no Brasil? Estas três notícias foram bastante exploradas na internet nos últimos anos, e muita gente jura de pés juntos que todas elas são verdadeiras... só que não.

Estes são três bons exemplos de mentiras que quase se tornaram verdade pela repetição e argumentação no mundo online. Mas como identificar notícias falsas? Gregório Fonseca, estudioso desse fenômeno das “fake News” na internet, nos deu algumas dicas de como parar de cair nessas pegadinhas do mundo virtual. Ele participou da FITIC Minas Gerais, uma feira de tecnologia e negócios que aconteceu em Belo Horizonte entre os dias 31 de outubro e 4 de novembro.

1 – Não acredite em ABSOLUTAMENTE NADA que vem escrito “Repasse” ou “Compartilhe”. Se aquilo for realmente “repassável” ou “compartilhável”, a própria informação deveria ser capaz de promover essa vontade no leitor.

2 – O veículo é confiável? Existem vários sites de humor e outros que tentam nos induzir ao erro, utilizando fontes ou logos similares às de jornais conhecidos. Neste caso (abaixo), o site usa a mesma tipografia da Folha de S.Paulo.

folha brasil

3 – Há excesso de propagandas em uma página? Se tiver, desconfie. Muitos desses sites buscam o chamado “clickbait” – ou o click atraído pela manchete sensacionalista –, e quanto mais audiência o dono do site adquirir, mais dinheiro advindo dessa publicidade ele terá.

anúncios

4 – Se a reportagem não citar fontes, desconfie! A notícia é bombástica, mas a investigação não aparece? As chances de essa informação não ser confiável são grandes.

5 – O sensacionalismo exacerbado nunca é bem-visto em um conteúdo puramente jornalístico. Se a notícia quer fazer muito barulho a todo custo, usando adjetivos em excesso, desconfie mais uma vez. Isso não é jornalismo, é opinião ou notícia falsa.

sensacionalismo

6 – O texto foi copiado e colado, e você não consegue acessar a fonte original? Há grandes chances de ele ser falso.

7 – “Estudos dizem”... sem citar qual é o estudo é o mesmo que nada. Falar a fonte significa honestidade com o leitor; então, se um estudo “inexistente” diz algo, é bom desconfiar.

8 – “O Facebook vai doar 1 dólar para a família toda vez que esse link for compartilhado”. Não, o Facebook ou o Google ou o Twitter não darão nada – se elas estiverem envolvidas em alguma ação, você certamente saberá por vias mais conhecidas. Eles nunca recorrerão a campanhas de compartilhamento em grupos de WhatsApp.

9 – Algo é muito importante, mas ninguém conhece? No caso abaixo, uma mulher teria descoberto a cura do câncer em 1951, mas “eles escondem isso de você”. A não ser que o leitor seja adepto de teorias da conspiração, não há por que uma informação dessas ser escondida do mundo, concorda?

cura do câncer

E você, concorda com os pontos levantados? Deixe sua opinião nos comentários!

Categorias

Você sabia que o TecMundo está no Facebook, Instagram, Telegram, TikTok, Twitter e no Whatsapp? Siga-nos por lá.