Um estudo realizado pela Universidade de Washington em parceria com a Universidade de Michigan descobriu algumas das regras que crianças gostariam de impor a seus pais no que diz respeito ao uso de redes sociais. Entre elas, a que mais se destaca está a proibição de publicar fotografias (e realizar marcações) sem pedir permissão para fazer isso.

Os pesquisadores envolvidos no projeto entrevistaram 249 famílias que possuíam crianças com idades entre 10 e 17 anos. Os resultados, apresentados em uma conferência em março deste ano, mostram quais são os principais problemas (e suas soluções) relacionados ao relacionamento entre pais e filhos em sites como Facebook, Instagram e Twitter.

“Gerenciar o uso de tecnologia era muito mais fácil para os pais — eles desligavam a televisão quando um programa acabava e ficavam de olho nas crianças quando elas usavam um computador na sala de casa”, afirma o principal autor do estudo, Alexis Hiniker. “Mas agora, quando muitos membros da família usam smartphones o tempo todo, se tornou mais difícil definir esses limites”.

Regras para um bom convívio

Questionadas sobre as regras que gostariam de impor a seus pais, as crianças definiram sete categorias:

  • Estar presente – em certas situações, como em conversas sérias, os pais devem deixar de lado aparelhos eletrônicos;
  • Autonomia – pais devem deixar que as crianças façam suas decisões tecnológicas sem grandes interferências;
  • Uso moderado – pais devem usar dispositivos eletrônicos de forma moderada;
  • Estabelecer práticas de supervisão – os adultos devem estabelecer regras claras e reforçá-las quando necessário para a proteção das crianças;
  • Nada de dirigir – o uso de smartphones no carro deve ser proibido, mesmo quando o sinal está vermelho;
  • Chega de hipocrisia – pais devem ter os mesmos comportamentos que exigem de suas crianças;
  • Compartilhamento moderado – pais não devem compartilhar informações sobre seus filhos sem permissão explícita para isso.

“O dobro de crianças em relação ao número de pais expressou preocupações sobre membros da família compartilhando muitas informações sobre elas no Facebook e em outras mídias sociais sem permissão”, afirmou a coautora Sarita Shoenebeck. “Muitas crianças dizem que consideram esses conteúdos constrangedores e se sentiram frustradas quando seus pais continuaram a fazer isso”.

O estudo também mostra que proibir totalmente o uso de algum serviço era mais efetivo do que permitir isso de forma restrita. Ou seja, é mais fácil uma criança aceitar que não pode usar o Instagram ou o Snapchat do que respeitar que o acesso a esses aplicativos está proibido durante o jantar, por exemplo.

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