Nas últimas semanas, você ouviu falar muito na SOPA, uma lei que – segundo os opositores – pode acabar com a liberdade na internet. Vários sites já haviam anunciado que, durante o dia 18 de janeiro, suas páginas ficariam fora do ar, mostrando que a web não pode ser censurada da maneira como está sendo proposto. Até mesmo o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mostrou-se contra os termos da lei.

E ao contrário do que muitos pensavam, as ameaças não eram apenas blefes. Na manhã de hoje, vários sites foram retirados do ar, sendo que apenas mensagens de protesto estão disponíveis para quem as acessa. Também há várias páginas que aderiram a ações menos fortes, apenas espalhando mensagens sobre o evento. O Facebook, que havia manifestado apoio, ainda não realizou ações.

Wikipédia

Quem acessa Wikipédia em inglês vai se deparar com uma enorme tela preta no dia de hoje. As páginas estão todas redirecionando para uma tela idêntica à mostrada no final deste parágrafo. Um dos fundadores do serviço já havia anunciado que as páginas seriam bloqueadas, agora a ação está finalmente confirmada (se o internauta pressionar “Esc” antes de a página terminar de ser carregada, a página preta não aparece).

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia)

Os brasileiros também podem ter uma amostra do que está sendo realizado. Ao acessar qualquer página da Wikipédia em português, você pode verificar um banner bem visível no topo da página com a frase “A Wikipédia precisa que a internet permaneça livre”. Clicar no banner faz com que você seja levado a esta página, com mais explicações sobre a SOPA e a PIPA.

Google

A página norte-americana do maior buscador do mundo não está indisponível, mas conta com um doodle de protesto. Ou melhor, com a ausência de um doodle. A logo do serviço foi tapada por uma tarja preta e, pouco abaixo da barra de buscas, um link para mais explicações também está disponível.

(Fonte da imagem: Reprodução/Google)

Nesta página (que pode ser acessada por este link), também está disponível um pequeno infográfico criado especialmente para mostrar o avanço das manifestações de oposição às leis de proteção aos direitos autorais, que podem acabar com a liberdade na web mundial.

Reddit

Um dos sites que liderou as campanhas contra a SOPA é o agregador de conteúdo Reddit. E é lógico que eles não estariam fora dos protestos. A partir das 11 horas da manhã (horário de Brasília), o site trocou todas as suas páginas por um texto mostrando todos os malefícios da SOPA na internet mundial.

Panic Button

Quem utiliza a extensão Panic Button para Google Chrome vai perceber que grande parte das logos dos sites navegados terá uma tarja com “Stop Censorship” (Parem a censura). Assim como acontece em outros serviços, ao clicar sobre a barra você será direcionado para uma página com explicações e um vídeo sobre a SOPA.

Microsoft

A empresa responsável pelo Windows manifestou apoio às manifestações contrárias à SOPA, mas ainda não se sabe em que níveis isso está sendo aplicado. Os sites da empresa continuam no ar e as mensagens divulgadas não animam muito. Para a Microsoft, é preciso que representantes de todos os lados sentem para conversar.

Wordpress

Um dos maiores serviços de blogs do mundo aderiu aos protestos e bloqueou todos os links de sua página inicial. Quem chegar ao Wordpress.com verá que todos os principais sites indicados pela central foram substituídos por tarjas pretas e a palavra “Censurado”.

(Fonte da imagem: Reprodução/Wordpress)

Outros sites

Um dos maiores fóruns de discussões diversas da internet decidiu bloquear todos os links e textos relacionados. Apenas os links da página inicial e imagens estão sendo mostrados. O site do documentarista Michael Moore ganhou uma nova página inicial, que mostra vários documentos relacionados ao tema.

Se você quiser ver a lista completa de páginas que estão fazendo parte dos protestos, clique aqui e acesse a central do SOPA Strike. Pelo endereço, você também pode declarar seu apoio e adquirir o código para fazer com que seu site faça parte dos atos contra a SOPA. Para verificar a relação dos sites brasileiros, acesse este link.