Quando assistimos a filmes de agentes secretos vemos rastreadores colocados nas pessoas para serem encontradas a distância ao utilizar coordenadas geográficas. Mais incrível que isso é saber que a tecnologia está presente em nosso dia a dia além do que imaginamos.

Não temos chips integrados, mas apenas a partir de um computador que esteja conectado à internet é possível dizer o local de origem geográfica. Essa geolocalização geralmente funciona com a identificação do seu IP, que é capaz de informar o país, a cidade e o horário atual de onde você está.

A geolocalização também pode ser utilizada com dados a partir de um endereço MAC, RFID (identificação de radiofrequência), conexão sem-fio e coordenadas de um GPS. Vários smartphones utilizam o GPS integrado para enviar as informações de localização. Alguns, como o iPhone, pedem a sua permissão antes.

Para que isso é usado?

Já reparou que alguns banners de publicidade parecem específicos demais para você? É porque eles sabem de que cidade você está acessando o site. Isso também pode ser facilmente utilizado para tornar a busca por informações básicas mais conveniente, como acessar a previsão do tempo e ver que filmes estão em cartaz nos cinemas de sua cidade.

Em smartphones, o Twitter conta com uma função que se chama "Nearby" (por perto). Ao utilizá-la, é possível ver todas as pessoas que estão "tuitando" em regiões realmente próximas a você, sendo capaz de indicar até mesmo qual a distância específica.

Uso da geolocalização no Twitter.

Serviços online de fotos também estão investindo bastante em geolocalização e geotagging (marcação geográfica). Com uma integração ao Google Maps, o Panoramio é um serviço que mostra diretamente no mapa a origem da foto. É claro que, muitas vezes, o usuário deve determinar a localização exata. O YouTube também permite fazer algo parecido com o Panoramio.

Deixe pontos por onde passar.Em breve, poderemos realmente rastrear pessoas em tempo real a partir de serviços em nuvens — isso  com a permissão e tendo respeito à privacidade um do outro. Um deles é o Google Latitude (clique para saber mais), já disponível em algumas localidades e para poucos aparelhos de telefonia.

O HTML5 junto com a geolocalização

A nova tecnologia que promete ameaçar a vida do Flash (clique para saber mais), o HTML5, já permite utilizar a geolocalização junto no desenvolvimento de aplicações web. Ou seja, os sites podem detectar a sua localização para oferecer conteúdos específicos de maneira muito mais simples e precisa.