GeForce GTX 690: por dentro da placa de vídeo mais poderosa do momento

Um artigo aprofundado sobre a estrutura de hardware e inúmeros testes para você conferir o verdadeiro poder da nova aposta da NVIDIA.
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Por Fabio Jordão em 7 de Maio de 2012

Em um primeiro momento, a NVIDIA estava atrás na corrida dos chips gráficos. Entretanto, após lançar a primeira placa da nova geração, a companhia se empenhou em deixar a concorrência comendo poeira. Anunciada recentemente, a GeForce GTX 690 promete desempenho inigualável e o máximo de qualidade em games futuros.

Ampliar (Fonte da imagem: Divulgação/NVIDIA)

Apesar de ser uma monstruosidade em questão de velocidade, a nova placa também custa um absurdo. Será que ela realmente vale o que é cobrado? O que existe no interior desta maravilha do processamento gráfico? As respostas para essas dúvidas e ainda as primeiras análises é o que resumimos neste artigo.

A fonte de poder quase infinito

Como você já deve ter conhecimento, a GeForce GTX 690 é a junção de dois chips gráficos GTX 680 com uma estrutura apropriada para realizar a conexão entre os processadores. Ela tem muitas semelhanças com a placa mais robusta da NVIDIA, todavia, ela se diferencia em muitos aspectos de outras placas de dois núcleos da fabricante.

(Fonte da imagem: Divulgação/NVIDIA)

Se comparada à GTX 590, a novíssima placa perdeu a ponte NF200 (a qual era responsável por conectar as GPUs em SLI). Esse item foi removido por se tratar de um componente desatualizado, o qual era compatível com o PCI Express 2.0, padrão incapaz de proporcionar a alta velocidade necessária para o funcionamento da recente GTX 690.

Agora, a placa de dois núcleos mais potente da NVIDIA conta com componentes PLX, mais especificamente modelos da série PEX 874x. Parece grego? Vamos traduzir. Essa placa requisita a presença de dispositivos compatíveis com o padrão PCI Express 3.0. Assim, em vez de criar uma solução do zero, a fabricante optou pela adoção de peças de terceiros.

(Fonte da imagem: Divulgação/NVIDIA)

Esses novos componentes da PLX oferecem 48 pistas para comunicação entre as GPUs e o barramento. Além disso, eles podem operar com baixas latências, algo próximo de 126 ns (nanossegundos).

As GPUs que equipam a GTX 690 têm a frequência reduzida para 915 MHz — quase 100 MHz a menos do que a unidade de processamento da GTX 680. Claro, se você precisar realmente de mais poder gráfico, a nova placa traz um recurso que pode elevar a frequência para 1.019 MHz.

(Fonte da imagem: Divulgação/NVIDIA)

Essa limitação na frequência foi imposta para que a placa pudesse operar com baixas temperaturas e obter um TDP de no máximo 300 watts. A arquitetura Kepler é muito eficiente, tanto que a “monstra” de dois núcleos exige apenas dois conectores de oito pinos, os quais conseguem entregar até 375 watts — muito mais do que a placa necessita.

Os processadores possuem barramentos de memória de 256-bits independentes, ou seja, eles podem trabalhar sem depender um do outro. Os barramentos conectam as GPUs a módulos de memória de 2 GB GDDR5, portanto, a memória total é de 4 GB. Cada módulo tem capacidade de transferir até 192 GB/s.

Os resultados não enganam

A GTX 690 foi lançada oficialmente no dia 3 de maio e, na mesma data, diversos sites internacionais publicaram análises do produto. As comparações foram realizadas entre o novo modelo, configurações SLI de placas GTX 680, associações da Radeon HD 7970 em CrossFire e outros componentes de alto desempenho das gerações passadas. Confira alguns testes dos sites Tom’s Hardware e AnandTech:

Um luxo para poucos

Como você pôde ver nos resultados dos benchmarks, a GeForce GTX 690 é uma placa extremamente potente. Contudo, tanto o site Tom’s Hardware quanto o AnandTech concluíram que não é compensador investir nesta placa.

Ainda que ela ofereça altíssimo desempenho aliado ao baixo consumo de energia e à reduzida emissão de ruídos, os resultados apresentados não chegam a ultrapassar o que é obtido pela associação de duas placas GTX 680 ou, em diversas situações, o que é possível atingir com uma combinação CrossFire de dois chips gráficos AMD Radeon HD 7970.

(Fonte da imagem: Divulgação/NVIDIA)

Além desses quesitos, existe outro fator que restringe a aquisição desta placa: a necessidade. Todo o desempenho oferecido por essa monstra só é realmente aproveitado em computadores que operem com a resolução de 2560x1600 pixels ou em configurações de 5760x1200 pixels. Portanto, ela é para poucos!

Por fim, é preciso levar em conta o preço, afinal, a NVIDIA exagerou ao cobrar mil dólares por uma placa com duas GPUs. Produtos de linhas anteriores com a mesma característica (dois núcleos de processamento gráfico) custavam em torno de 700 dólares na época de lançamento. Assim, pelo valor cobrado, vale mais a pena adquirir duas placas GTX 680.

Enfim, como você pôde ver, a nova aposta da NVIDIA é uma “monstra” poderosa capaz de superar outras configurações com facilidade. Entretanto, devemos levar em conta que a AMD ainda não lançou sua nova placa com dois processadores Radeon HD 7970. Vale ficar atento às notícias, pois a briga vai ser ferrenha e nós, consumidores, sempre vamos ganhar com isso. Quais foram suas impressões sobre o novo produto?

Fontes de pesquisa: NVIDIA, AnandTech, Toms Hardware



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