Você sabe que o espaço sideral é infinito e complexo. Não se trata apenas de um sistema com apenas planetas girando ao redor do Sol e também não se trata apenas de uma galáxia com alguns corpos celestes. Há muito mais em volta de tudo isso e o Planeta Terra não é o centro do universo — pois é, somos apenas uma parcela ínfima desse infindável conjunto de átomos voando e interagindo.

Mas ao mesmo tempo em que sabemos tão pouco, também queremos saber muito mais. Não é à toa que a NASA investe tanto dinheiro em tecnologias que nos permitam ir além da Terra e que nos tragam respostas a respeito do que existe lá fora. Mas que investimentos da NASA poderemos ver surgindo nos próximos anos?

É isso que vamos responder agora mesmo! Confira quatro dos grandes projetos da NASA que poderemos conferir no espaço sideral nas próximas décadas. Você gostaria de participar de alguma delas?

1. Exploração de marte

Por muito tempo, imaginar que algum outro planeta poderia ser explorado pelos humanos era algo bem difícil. Agora, a NASA apresenta planos para fazer isso em um período de 20 anos. Pois é, é bem possível que no ano de 2036 já possamos ver a ação do Homem no Planeta Vermelho — com colônias de plantações e várias outras atividades que estamos acostumados a ver por aqui.

De acordo com os planos da Agência Nacional de Exploração Espacial dos Estados Unidos, em breve será possível criar colônias com 100 quilômetros de diâmetro em Marte. Lá, prevê-se que sejam construídos módulos de habitação, prédios científicos, sítios de exploração de minérios e usinas de produção energética. Vale dizer que há muitas pesquisas que buscam formas de fazer a impressão de casas e móveis lá mesmo — com impressoras 3D de alta potência.

2. Gerador solar espacial

Você já ouviu falar em placas de geração de energia solar? Com certeza já! Mas e se levarmos essa tecnologia para o espaço? Aí a história é um pouco mais futurista. E é exatamente isso que o projeto SPS-ALPHA pretende fazer ao construir um sistema de energia solar para a órbita terrestre. Trata-se de um mecanismo que utiliza milhares de pequenos espelhos para fazer com que a luz do Sol seja direcionada a um local de captura central.

Depois disso, a energia é armazenada e transformada em micro-ondas, que podem ser enviadas para a Terra ou para outros locais ao redor do espaço — segundo a NASA, a previsão é de que o SPS-Alpha possa gerar milhares de megawatts com rapidez e segurança. Ou seja: pode ser uma excelente fonte de energia para uma série de construções que estejam lá no alto, incluindo estações espaciais, satélites e outros materiais.

 3. Trem espacial

Se você tiver US$ 20 bilhões, pode ser o único investidor do projeto Stratram. Ele prevê a utilização de trilhos e propulsores magnéticos para fazer o lançamento de cargas no espaço — podendo fazer com que grandes quantidades de materiais viagem a velocidades próximas aos 600 km/h. Caso esse projeto consiga ser colocado em prática, os responsáveis preveem que o custo de envio de cargas ao espaço pode cair muito.

A previsão na redução dos custos é mesmo impressionante. De US$ 11 mil por quilograma, os envios seriam diminuídos para apenas US$ 40 por quilograma. Tudo isso graças à utilização de motores eletromagnéticos abastecidos por energia solar. O grande desafio está em criar tubos de vácuo capazes de levar essas cargas até alturas em que a propulsão seja segura: 12 quilômetros acima do nível do mar.

4. Mochileiro de cometas

Cometas são assustadores para qualquer pessoa que não seja o Bruce Willis. A ideia de pousar em corpos como eles só começou a ser aceita algumas décadas atrás, pois suas estruturas irregulares e o campo gravitacional deles dificultam bastante os cálculos dos cientistas. Mas há grandes chances de que isso mude em um futuro não tão distante.

Isso porque uma tecnologia chamada Comet Hitchhiker promete levar arpões para o espaço. Junto a estruturas similares a satélites, esse Hitchhiker pode se prender a cometas e asteroides para fazer a captura de rochas ou mesmo para desviar a rota deles no espaço — por meio de aceleradores próprios. Caso a NASA consiga colocar o projeto em funcionamento, o futuro da Terra vai ficar bem menos sujeito à destruição total por rochas espaciais.

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