A receita de US$ 2,4 bilhões (cerca de R$ 8,7 bilhões) foi angariada pelas gravadoras dos EUA através da venda de músicas online, a partir de serviços de streaming, em 2015. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (23) pela Recording Industry Association of America (RIAA). O montante aumentou em 29% se levada em conta a arrecadação de 2014. No entanto, segundo Cary Sherman, CEO da RIAA, o total embolsado não tem sido capaz de tranquilizar produtores e publicadoras desse tipo conteúdo.

“O consumo de música está decolando, mas as receitas destinadas aos criadores não têm mantido o ritmo. Em 2015, as pessoas ouviram centenas de bilhões de áudio e vídeo por meio de serviços com suporte a publicidade, como o YouTube”, comentou o executivo. “Mas a receita desses serviços tem sido escassa – e é menor do que a de outras plataformas de música. Isso está piorando”, disse Sherman.

Ainda durante o ano passado, US$ 416 milhões (R$ 1,5 bilhão) foram gerados em função da venda de 17 milhões de discos de vinil; serviços de streaming, como Spotify, geraram US$ 385 milhões (R$ 1,4 bilhão).

A receita gerada a partir da reprodução de músicas via YouTube, por exemplo, também é "pequena"

Para combater a incessante queda na arrecadação de receita por parte das produtoras, processos têm sido abertos pela RIAA contra agregadores como Aurous, MP3Skull e Megaupload, por exemplo. Outra medida adotada pela associação é a exigência do pagamento por licenças de músicas (em 2015, faixas lançadas antes de 1972 foram taxadas pelo órgão às plataformas Pandora e SitriusXM).

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