Vale a pena trocar um HD por um SSD?

Uma nova tecnologia surge para armazenar arquivos, mas será que esta é uma boa hora para trocar de disco?
  • Visualizações241.156 visualizações
Por Fabio Jordão em 15 de Abril de 2009

Com a necessidade de tecnologias mais velozes e duradouras, as fabricantes de disco rígido optaram por investir em um novo tipo de item para armazenamento, os tais SSDs (Solid State Disks). Contudo, o consumidor ainda não sabe bem a diferença entre esses dois tipos de discos e sempre fica na dúvida se é, realmente, compensador investir em um SSD, visto que o preço ainda é elevadíssimo. Hoje o Baixaki lhe mostrará as diferenças técnicas entre essas duas tecnologias e os valores mais acessíveis para os dois tipos de disco, para que os interessados em trocar seu HD saibam se realmente a troca é uma boa ideia.

Produtos comparados

Em nosso artigo iremos abordar quatro discos específicos, sendo dois discos do tipo HD e dois do tipo SSD. Optamos por escolher discos de tamanhos (virtual) parecidos, para comparar com maior precisão as diferenças entre produtos que supostamente devem proporcionar as mesmas configurações.

Produtos comparados

Agora que você já conhece a aparência dos itens comparados, é hora de visualizar a primeira tabela que mostra as diferenças físicas entre estes pequenos componentes tecnológicos.

Peso e dimensões

Não há como negar, os SSDs são muito leves e compactos, ideais para computadores portáteis, gabinetes de menor porte e até mesmo para computadores comuns (onde o ar deve circular com maior facilidade). Nota-se claramente que os SSDs pesam quase cinco vezes menos do que os HDs comuns, fator muito interessante para quem gosta de carregar os dados consigo para todo lugar.

Velocidades e detalhes

Esta tabela serve mais como um informativo a respeito de alguns detalhes dos produtos analisados. Não foram efetuados testes com os discos, sendo que todos os dados apresentados foram fornecidos pelas fabricantes. Repare que os dois SSDs quase se igualam assim como os HDs também são muito parecidos. Assim que possível, testaremos alguns SSDs e você poderá conferir em primeira mão os resultados em nosso site.

Preços

É até engraçado olhar o preço de um SSD e acabar constatando que ele chega a ser mais caro do que um computador completo (incluindo monitor). Os HDs do mesmo tamanho estão numa faixa de preço super acessível e são ótimas opções para quem pensa em comprar um disco novo, porque ambos são de 7.200rpm e trazem memória buffer de valor elevado.

Notebook

Os computadores portáteis são os que mais ganham vantagens com os SSDs. Comparado com os discos rígidos, os discos de estado sólido são bem mais leve, gastam menos energia e aquecem muito pouco (visto que não há peças mecânicas nele), fatores ideais para um PC que você precisa carregar para todo lugar. Os SSDs ainda levam vantagem por não travarem ao ocorrer movimentos bruscos ou batidas no notebook.

Abaixo há um vídeo em que a Samsung mostra um teste completo entre um notebook com HD e outro com SSD. Em todos os testes fica bem claro que o notebook com SSD é muito superior. Um teste bem interessante é o de vibração que mostra os computadores executando um vídeo e o que ocorre com o computador que utiliza o disco rígido.

 

Desvantagens e ciclo de vida do SSD

A primeira vista, parece que os SSDs só oferecem vantagens, todavia, poucos são os consumidores que pesquisam a fundo sobre estes novos discos e procuram saber a respeito das desvantagens. Apesar de não constar em nossas tabelas (e muito menos nas especificações disponibilizadas pelos fabricantes), os SSDs tendem a serem bem mais lentos na escrita, porque eles trabalham com uma forma bem diferente de armazenamento.

Quem está procurando por espaço, não deve nem pensar em um disco de estado sólido, porque os maiores que estão disponíveis atualmente chegam aos 256 GB, espaço muito minúsculo se comparado aos incríveis 1, 5 TB (TeraBytes) ou até 2 TB que os discos rigidos oferecem.

Outro pequeno porém fica por conta do “ciclo de vida” do SSD. O “ciclo de vida” seria o tempo médio que é estimado como duração do disco. Os discos de estado sólido não funcionam igual aos HDs que podem ser sobrescritos muitas vezes. Segundo especialistas e até os próprios fabricantes, um mesmo setor de um SSD pode sofrer um número máximo de 10 milhões de escritas — isto na melhor das hipóteses.

Um SSD comum deve chegar a um milhão de reescritas, fator que limita muito a utilização dele. Ainda que pareça muito, este número é relativamente pequeno para um usuário que utilize o computador 8 horas por dia, pois em no máximo 2 anos o SSD já deve estar apresentando vários problemas e inclusive tendo buracos (não fisicos, mas sim virtuais) que não poderão mais ser utilizados.

Conclusão

E então, vale a pena trocar um HD por um SSD? Se você possui mais de 1500 reais sobrando e não sabe com o que gastar, a compra do SSD pode ser interessante. Para quem preza por economia, deseja muito espaço e quer um disco que dure muito mais, a compra de um SSD deve ser a última coisa que você deve pensar para melhorar seu computador.

Veja que diferenças em pouquíssimos segundos no acesso, a taxa de transferência idêntica (ambos os discos utilizam o SATA II e não devem ter grande discrepância em velocidade) e a vantagem de não ocupar tanto espaços são fatores que não chegam a compensar o gasto exorbitante. Por hoje é só, acompanhe nosso portal regularmente para saber mais sobre todo tipo de tecnologia do mundo da informática.



Viu algum erro ou gostaria de adicionar uma sugestão para atualizarmos esta matéria?
Colabore com o autor clicando aqui!