Billy Whitaker, um jovem de 15 anos da cidade de Trequite, Cornwall, comemorou finalmente passar a levar uma uma vida normal. Após sete anos sofrendo com ataques diários de epilepsia e tendo passado até mesmo por uma cirurgia para remover partes de seu cérebro, a operação mais recente à qual ele foi submetido parece ter dado fim à sua doença de uma vez por todas.

O sucesso da última cirurgia não foi apenas um caso de sorte: um novo robô de 2 milhões de dólares utilizado pelo Hospital Infantil de Bristol. A nova tecnologia, que foi usada pela primeira vez pelo hospital em Billy, consiste em um conjunto de eletrodos extremamente sensíveis instalados no interior do cérebro do jovem; para tal, o robô realiza uma série de incisões minúsculas, com perfurações de apenas 1 mm de espessura.

Graças a esses eletrodos, os médicos foram capazes de identificar o ponto exato onde a falha ocorria no cérebro do garoto. E mais do que isso: os eletrodos mapearam detalhadamente cada parte do órgão de Billy, ajudando os médicos a criar um caminho até o ponto a ser tratado.

“Nós podemos usar o robô para definir trajetórias extremamente seguras e de alta precisão através do tecido cerebral, para que possamos implantar uma série de eletrodos por meio de pequenos buracos no crânio, com pequenas incisões de perfuração, diretamente nas áreas que queremos”, explicou o neurocirurgião Michael Carter ao elogiar o novo equipamento.

Semanas após a cirurgia, Billy já está a caminho de uma recuperação completa

Caso você esteja se perguntando o porquê de a precisão ser algo tão importante, nós explicamos. O fato é que a epilepsia é causada por uma seção do cérebro defeituosa, e a única maneira de dar fim à doença de verdade é literalmente retirando essa parte ruim. Pois é, acho que não preciso explicar por que não é uma boa ideia retirar partes demais de nosso cérebro.

De volta à vida normal

Dito isso, é importante notar que Billy já havia passado por um procedimento como esse anteriormente, tendo uma porção de seu lobo temporal direito removida. Embora tenha sido bem-sucedida, a operação só parou a epilepsia temporariamente: um ano depois da cirurgia, Whitaker voltou a sofrer com a doença – e os medicamentos para controlá-la não faziam mais efeito, para piorar.

Felizmente, parece que esse não será o caso para a nova cirurgia. Não apenas a porção do cérebro retirada foi muito menor do que a de antes (apenas do tamanho da ponta de um dedo, segundo o site SNWS), como os médicos dessa vez esperam ter se livrado da doença de uma vez por todas. De fato, tudo parece indicar exatamente isso, já que o paciente não teve qualquer outro caso de epilepsia desde a cirurgia.

Pode parecer um estrago grande, mas foi algo consideravelmente pequeno para uma cirurgia feita no cérebro de Billy

Quanto ao futuro de Billy, ainda há um longo caminho pela frente enquanto o jovem se recupera, mas ele afirma estar ansioso para poder voltar a praticar atividades esportivas como futebol, rugby e golfe, das quais ele não podia participar devido à doença. Outro sonho é tirar sua carteira de motorista – algo proibido para pessoas com epilepsia.

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