O cérebro humano é misterioso por si só e intriga cientistas até hoje, mas uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard junto com grupos da França e da Finlândia estão começando a desvendar um desses enigmas.

Trata-se de um desafio de formação: descobrir como o cérebro fica com a forma tão característica que tem e, especialmente, desvendar por que e como são criados os sulcos (aquelas "dobrinhas" que ocupam todo o órgão) e os giros (segmentos separados pelos sulcos).

Para isso, a tecnologia foi uma grande aliada. Os pesquisadores primeiro imprimiram um molde de cérebro em 3D baseado em imagens escaneadas de fetos. Em seguida, jogaram um gel especial na superfície para imitar o córtex cerebral e simular o desenvolvimento do órgão ao longo das semanas.

Surpresa

O objeto foi então colocado em um solvente — e aí veio a descoberta. O cérebro "fake" foi lentamente se transformando, expandindo e, principalmente, ganhando os mesmos sulcos do cérebro de verdade. Assim, são duas as teorias sobre a formação dos sulcos no cérebro humano.

A primeira cita que mais dobras podem significar mais células, que resultam em um maior desenvolvimento cognitivo — algo ideal para o ser humano. A nova descoberta traz outra luz, que não necessariamente descredita a anterior, mas pode ser uma explicação adicional. Segundo ela, os sulcos seriam criação puramente física, resultados da compressão e da expansão natural com o crescimento do feto. Em outras palavras, o cérebro quer crescer e, limitado pelo gel, tem o tecido "torcido". Isso resulta na criação das dobras, conhecidas como giros e sulcos.

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