É um fato: as lâmpadas LED são econômicas, duráveis e mais benéficas ao meio ambiente. Mas, para proporcionar luz, estariam tirando algumas coisas do nosso cotidiano.

O projeto Cities at Night descobriu exatamente o que estamos perdendo. O grupo é responsável por criar um mapa usando o software do Google Maps com fotos da Terra tiradas durante a noite na Estação Espacial Internacional (ISS). Elas mostram como a iluminação aumentou ao longo dos anos em grandes cidades, especialmente depois que luzes LEDs foram implantadas nas ruas.

O resultado? Um fenômeno chamado "poluição luminosa". Ele é o excesso de luz em um ambiente
ocasionado pelo brilho em excesso de uma ou várias fontes. Atualmente, isso acontece quando mudanças são realizadas na iluminação de um local, o que é exatamente o caso dessas metrópoles.

Segundo o Cities at Night, a poluição luminosa tem vários efeitos negativos. Talvez o mais importante é que ela altera o ciclo de sono das pessoas, que passam a dormir menos e pior, algo que prejudica o resto da rotina. Outro problema é que ele modificar para pior o ecossistema de animais noturnos, que agora podem perder presas por conta da luz ou não conseguir se movimentar direito graças ao brilho intenso. Além disso, ela reduz drasticamente a nossa visualização das estrelas durante a noite — elas são quase imperceptíveis nos centros dessas cidades, já que as LEDs são mais intensas.

Los Angeles: 2010 e 2012 

Milão - 2012 e 2015

A previsão é que, até 2020, 70% de toda a iluminação pública nos grandes centros será de LEDs. Elas são inquestionavelmente importantes hoje e voltar para a tecnologia anterior não é uma opção, mas será que a poluição luminosa não deveria nos fazer pensar sobre o que estamos perdendo?