Ao longo dos últimos 20 anos, você deve ter ouvido muitas vezes notícias acerca das vantagens que as lâmpadas fluorescentes tinham sobre as incandescentes — e depois as que os equipamentos de LED possuem sobre todas as outras. Como você deve bem lembrar, o grande argumento na maior parte dos casos é: eficiência energética.

E isso acontece porque as lâmpadas incandescentes são realmente um grande desperdício de energia. O funcionamento delas depende do aquecimento de filamentos de tungstênio e a energia demandada para isso não é pouca. Pior ainda é saber que apenas 2% da energia utilizada é convertida em luz, pois todo o resto é dissipado em calor — lâmpadas de LED convertem de 5% a 15%.

Mudanças

Mas agora, uma nova lâmpada produzida no MIT promete fazer com que as lâmpadas incandescentes sejam um concorrente à altura das de LED. O segredo está na utilização de espelhos nanoscópicos, capazes de utilizar as emissões de infravermelho para amplificar a luz. Mas é claro que não estamos falando de espelhos comuns.

Neste equipamento, os espelhos usam cristais fotônicos, que permitem que a luz visível seja permeada e refletem apenas as emissões de infravermelho — que também vêm dos filamentos metálicos. Essa reflexão é feita já em um espectro visível, fazendo com que seja ampliado o aproveitamento de energia dos materiais.

Vale dizer que o processo é bem complicado. Além de construir os cristais, a equipe do MIT também precisa montar as camadas de espelhos com dióxido de silício e óxido de tântalo. Depois de tudo isso, o filamento precisa ser redesenhado para aumentar a superfície capaz de realizar as interações com a luz.

Até o momento, os testes do MIT têm retornado cerca de 6,6% de aproveitamento da energia para a transformação em luz. Como publicado na Nature Nanotechnology, há expectativas de levar isso até a até 40% em um futuro a médio prazo. Será que veremos algo assim no mercado?

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