No mês passado, a Akamai divulgou o relatório anual com os dados sobre as conexões de internet ao redor do mundo. As informações coletadas mostram como está a situação de tráfego global e quais países estão na frente em questão de velocidade.

Recentemente, divulgamos uma notícia comentando sobre o panorama geral do Brasil e como ele se compara a alguns dos principais territórios na América. Ocorre que o relatório tem uma série de outras informações que merecem atenção especial.

Hoje, temos o prazer de compartilhar os dados das melhores e piores conexões de cada região. Usando a mesma divisão da Akamai, separamos o top 3 de cada área e os três países que têm as conexões mais lentas.

(Fonte da imagem: Reprodução/Akamai)

Além disso, trazemos os dados sobre a quantidade de conexões que ficam acima dos 10 Mbps e um comparativo para mostrar quanto tempo é necessário para carregar um vídeo Full HD em cada um dos países citados.

Panorama mundial da internet

Usando mais de cem países para a pesquisa, a Akamai coletou dados tomando como base as nações que tinham um mínimo de 25 mil endereços IPs únicos. O documento foi construído com base nas estatísticas obtidas durante o terceiro trimestre de 2013, sendo que os números mais recentes foram comparados aos de 2012 para identificar a taxa de crescimento.

Abaixo, você pode conferir a média global (que soma todas as velocidades de todos os países e divide pelo número de participantes) e top 10 mundial com as conexões mais rápidas:

0. Global – 3,6 Mbps (29% de crescimento em relação ao ano passado)
1. Coreia do Sul – 22,1 Mbps (51%)
2. Japão – 13,3 Mbps (27%)
3. Hong Kong – 12,5 Mbps (39%)
4. Holanda – 12,5 Mbps (46%)
5. Suíça – 11,6 Mbps (33%)
6. República Checa – 11,3 Mbps (49%)
7. Letônia – 11,1 Mbps (28%)
8. Estados Unidos – 9,8 Mbps (31%)
9. Bélgica – 9,7 Mbps (46%)
10. Irlanda – 9,6 Mbps (43%)

As conexões mais rápidas do mundo!

Além de encontrar as médias dos países, a Akamai trabalhou para descobrir quais são as conexões mais rápidas do mundo. Usando como base o pico de velocidade das redes analisadas, a empresa conseguiu coletar dados e descobrir quais são as mais rápidas do mundo.

Conforme a empresa que fez a análise dos dados, os picos de conexões podem ser dados mais reveladores sobre as capitais dos países pesquisados, visto que são as regiões onde as pessoas demandam melhores conexões e as companhias investem em melhores infraestruturas.

1. Hong Kong – 65,4 Mbps
2. Coreia do Sul – 63,6 Mbps
3. Japão – 52 Mbps
4. Cingapura – 50,1 Mbps
5. Israel – 47,7 Mbps
6. Romênia – 45,4 Mbps
7. Letônia – 43,1 Mbps
8. Taiwan – 42,7 Mbps
9. Holanda – 39,6 Mbps
10. Bélgica – 38,5 Mbps

Crescimento absurdo no Brasil

O relatório da Akamai trouxe uma série de dados interessantes, mas certamente as informações quanto ao Brasil merecem destaque (algo que a própria fornecedora dos dados destaca diversas vezes no decorrer do documento).

(Fonte da imagem: Reprodução/Akamai)

A primeira coisa que vale destacar diz respeito ao número de IPs em nosso país. Ainda que apresentemos um número bem tímido (apenas 34 milhões de IPs) se comparado aos Estados Unidos (que está no topo com 158 milhões de IPs), somos o país com o maior crescimento na tecnologia IPv4.

De um ano para o outro, a quantidade de endereços IPv4 aumentou em 52%, o que mostra que cada vez mais e mais brasileiros estão tendo acesso à rede global. Na nossa cola, temos Índia e China, que mostraram crescimento anual de 32% e 17% respectivamente.

Adoção lenta do IPv6

Quando tratamos da questão de novas tecnologias, o Brasil ainda não está entre os países mais tecnológicos. Conforme os dados da Akamai, o top 3 na questão de endereços IPv6 fica para Romênia, Suíça e França.

Mesmo os Estados Unidos e o Japão não mostram grande adesão a tal novidade, sendo que o tráfego de dados não chega nem a 5% nessas nações (nos EUA, apenas 4,2% das conexões usam essa tecnologia e no Japão o número cai para 1,9%).

(Fonte da imagem: Reprodução/Akamai)

Apesar de não estarmos tão antenados em novas tecnologias, temos uma instituição que se destaca frente às estrangeiras. Conforme o relatório, a Universidade Estadual de Ponta Grossa ficou em primeiro lugar entre as universidades com maior porcentagem de conexões IPv6, alcançando a incrível marca de 80% de endereços IPv6.

Como está a sua conexão?

Como você pode ver, a situação do Brasil não é das melhores, mas, pelo menos, não estamos na última posição do ranking. A sua conexão de internet está de acordo com os dados coletados ou sua operadora disponibiliza planos mais robustos? Fique ligado, pois em breve vamos trazer um artigo falando sobre a situação das conexões móveis pelo mundo.