GIFs animados: 25 anos de história

Confira um pouco da história de um dos maiores símbolos da internet mundial.
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Por Renan Hamann em 15 de Junho de 2012

“Amor e ódio”. Essa é a relação que a história da internet tem com os GIFs animados. O formato de imagem que acaba de completar 25 anos foi muito utilizado entre o final da década de 1980 e por toda a década de 1990, mas foi renegado nos últimos anos. Atualmente, a “cultura GIF” foi retomada, graças aos diversos blogs de humor que os trouxeram novamente.

GIFs animados: 25 anos de história

O famoso bebê dançarino

O formato surgiu em 1987, sendo introduzido pela CompuServ. O grande objetivo dele era permitir que imagens coloridas fossem adicionadas às páginas da internet. Vale lembrar que naquela época as conexões eram muito lentas, por isso era difícil realizar o carregamento de sites pesados. Os GIFs animados surgiram no mesmo ano e logo se tornaram a febre da internet mundial.

Década de 1990: o ápice dos GIFs animados

Por muito tempo, foi praticamente impossível encontrar uma página da internet que não tivesse GIFs animados em suas estruturas. E isso não se limita aos conteúdos publicados, mas também aos ícones e objetos decorativos das páginas. Se você não acessava a internet nesse período, pergunte a alguém que já o fazia. Qualquer pessoa pode dizer que não entendia boa parte dos GIFs da época.

Muitas páginas tornaram populares alguns GIFs bem divertidos. O bebê dançando, por exemplo, foi aplicado a sites que não fazem a menor conexão com crianças. Outro que ficou muito conhecido foi o “Em construção!”. Em vez de os sites ocultarem determinadas páginas, eles deixavam os links disponíveis e adicionavam GIFs mostrando que a página ainda não estava pronta.

GIFs animados: 25 anos de história

Encontrar isso nunca era algo bom.

O declínio nos anos 2000

Junto com os anos 2000, também veio o início da popularização da banda larga. Com isso, os GIFs animados começaram a ser renegados. Em vez de páginas baseadas em HTML, a linguagem da vez era o Flash, que não era nada leve, mas permitia animações e interações muito divertidas para os internautas. Foi o início de uma nova era na web mundial.

GIFs animados: 25 anos de história

Não tente fazer isso em casa.

A interatividade roubou a cena por muitos anos. Foi nesse período que os jogos em Flash alcançaram patamares jamais antes imaginados e uma grande quantidade de games e sites especializados começou a surgir. Os GIFs animados deram lugar às animações e imagens estáticas, que apresentavam melhor definição de cores e arestas.

A volta dos GIFs

Já na década atual, uma grande quantidade de blogs em todo o mundo começou a trazer de volta os GIFs animados. Hoje, muitos Tumblrs também assumiram o formato novamente, sendo que existem muitos que são dedicados a criar pequenas animações do gênero.

GIFs animados: 25 anos de história

Essa passou perto!

Um dos mais famosos da atualidade é o “Como me sinto quando...”, que reúne reações engraçadas para diversas situações. Além disso, há também um outro estilo de GIF que está cada vez mais presente, mas que exige cuidados muito maiores na hora de ser produzido — estamos falando dos Cinemagraphs.

Cinemagraphs: quando o GIF encontra a arte

Fotografias belíssimas, com apenas uma pequena parte em movimento. Isso são os Cinemagraphs, que tentam criar GIFs animados mais artísticos. Geralmente apresentam a animação para demonstrar mais detalhes do momento que está sendo retratado. Por serem mais bonitos, exigem muito mais técnicas de quem está produzindo o material.

GIFs animados: 25 anos de história

(Fonte da imagem: Reprodução/Trip Wire).....

Como você pode ver, existe uma modificação bem visível no cenário da internet. Embora hoje os GIFs tenham voltado a fazer parte da cena e os Cinemagraphs mostrem que ainda é possível fazer arte digital, ninguém sabe se os dois formatos ainda estarão presentes nos próximos anos. Façam suas apostas.

Atenção: devido ao fato de alguns dos GIFs postados neste artigo serem muito antigos ou estarem disseminados pela internet, não foi possível citar as fontes originais deles.

Fontes: The Verge, The Daily Dot e Cracked



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