Quando falamos de redes móveis no Brasil, as opiniões divergem: muitas pessoas já veem resultados positivos na conexão, enquanto outras ainda não conseguem encontrar o fatídico sinal ou sofrem com velocidades baixas. Entretanto, é fato que o 4G tem sido o alvo de investimentos nos últimos tempos e tende a melhorar cada vez mais. Porém, e quanto ao 2G e 3G?

Nesta semana, a OpenSignal, uma empresa de monitoramento de redes britânica, divulgou um relatório sobre o estado do sinal de internet em celulares no nosso país. O estudo realizado pela empresa avalia a qualidade das redes móveis em quatro aspectos (download, upload, latência e cobertura) e aponta como as operadoras (Claro, Tim, Vivo, Oi e Nextel) se preparam para fortalecer suas redes de 4G durante a edição 2016 dos Jogos Olímpicos, que ocorrerá na cidade do Rio de Janeiro.

No levantamento da companhia britânica, realizado de outubro a janeiro deste ano, a Nextel foi uma das líderes na disponibilidade de rede (com cobertura de 75% no Rio de Janeiro). Entretanto, seu serviço de 4G se pareceu mais com a qualidade do 3G, atingindo uma velocidade de download de 2,6 Mbps. Em contrapartida, a Vivo e a Claro apresentaram melhores desempenhos na cidade carioca do que em nível nacional, respectivamente 71% e 61%.

“A boa notícia é que o Brasil – particularmente a cidade do Rio de Janeiro, que receberá os jogos olímpicos – está bem mais preparado para lidar com o volume de dados”, explica a diretora de marketing da empresa, Jasmin Schawalder.

Redes 2G e 3G ainda deixam a desejar

Todavia, o quadro muda com quando as redes 2G e 3G são o assunto da vez. Em média, essas duas faixas são 30% piores do que a média mundial. É um resultado um tanto ruim, já que cerca de 75% dos brasileiros as utilizam diariamente. O relatório teve ajuda do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), que apontou o fato de que das 10 cidades com o melhor sinal de 3G, 9 eram capitais (apenas Juiz de Fora, em Minas Gerais, deu as caras).

“Apesar de um excelente desempenho em redes 4G, os consumidores ainda sofrem com velocidades de download nas redes 3G muito inferiores ao padrão mundial. Esse desempenho é ainda pior nas cidades do interior, conforme dados da OpenSignal, o que reforça o alto índice de reclamação nos Procons de todo o país”, afirma o pesquisador em telecomunicações do Idec, Rafael Zanatta.

Se os melhores sinais estão nas capitais, então quer dizer que o 2G e 3G também são bons nas principais metrópoles, certo? Não necessariamente. Os números de Goiânia (3,9 Mbps), Natal (3,32 Mbps) e Cuiabá (2,95 Mbps), por exemplo, são maiores que os de São Paulo e Rio de Janeiro.

Para explorar mais esses dados, você pode acessar o site do Idec e da OpenSignal, e interagir com um mapa sobre a internet móvel e verificar a cobertura por tipo de rede e operadora. Você pode clicar aqui para ter acesso à aplicação interativa para ver a cobertura de qualquer local do Brasil.

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