Se você comprou um computador nos últimos meses, certamente olhou para ele e pensou: "Espero que isso dure para sempre!". Infelizmente, temos um spoiler para contar sobre esta situação... Uma hora ou outra ele vai quebrar.

Estatisticamente, há grandes chances de que ele tenha algum problema de hardware nos primeiros anos de uso, e a culpa nem é sua. Diversos estudos publicados ao redor do mundo têm mostrado que aparelhos eletrônicos estão se tornando menos duradouros com o passar do tempo — seja pela qualidade dos equipamentos ou mesmo pela frequência de utilização.

Em 2009, a seguradora SquareTrade revelou que 24% dos computadores de baixo custo dos Estados Unidos devem sofrer com problemas de funcionamento nos três primeiros anos. Naquela época, o estudo ainda revelou que havia uma grande fragilidade nos netbooks, que teriam 20% a mais de chances de sofrerem com danos.

A hora da morte

De acordo com o The Local, estudos conduzidos na Alemanha mostraram que alguns produtos eletrônicos têm apresentado muitas falhas por serem produzidos para isso. Não se tratam apenas de equipamentos baratos, mas construídos para isso. Isso é visto em computadores com transistores e capacitores com menos capacidade do que o necessário.

Mais do que isso, também há a informação de que esses componentes são construídos de uma forma que torna impossível ou inviável a substituição. Ou seja: torna-se mais barato trocar de computador do que fazer a troca de um componente específico. A mesma característica já pode ser vista em smartphones, por exemplo.

Compatibilidade é um problema

Muitos equipamentos são vendidos com sistemas operacionais e softwares prontos para eles. O problema é que sistemas e softwares são atualizados, e nem sempre essas atualizações são construídas para todos os equipamentos. Ou seja: há grandes chances de que um computador não seja compatível com as novidades, e você sabe que isso acontece com uma grande frequência.

Diversos especialistas em mercado utilizam o termo "obsolescência programada" para falar sobre isso. Na prática, isso contribui para que as fabricantes consigam continuar vendendo novos aparelhos, mesmo que os antigos ainda tivessem capacidade de executar funções mais modernas. Você já passou por isso?

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