Os carros autônomos da Google estão sendo testados com frequência para garantir a melhoria do sistema de direção não assistida e também para incrementar a experiência do usuário durante os passeios com o veículo. Para isso, foram mais de 2 milhões de quilômetros percorridos em estradas reais nos últimos seis anos e, ainda mais impressionante, testes que simulam passeios diários de 4,8 milhões de quilômetros.

"Para fazer, por exemplo, curvas para a esquerda em uma interseção de forma mais confortável para os nossos passageiros, modificamos nosso software para ajustar o ângulo em que o carro deveria andar. Para testar a alteração, nós percorremos novamente nosso histórico de percursos com o novo padrão para curvas, buscando garantir que isso melhore o carro não apenas nas curvas para a esquerda, mas que a mudança crie uma experiência superior no geral."

A empresa divulgou um relatório mensal a respeito de seus automóveis, detalhando alguns aspectos dos simuladores utilizados para testar mudanças de software que são feitas. Basicamente, toda distância percorrida pelo veículo com sensores foi convertida em um percurso virtual com mais de 3,2 milhões de quilômetros para cada versão nova da programação. A cada alteração, o simulador "dirige" todo o caminho novamente para testar as reações.

É nesse documento que consta o astronômico número de quilômetros registrados diariamente nos testes. Além de colocar as alterações à prova, o simulador também serve para corrigir falhas identificadas anteriormente – como quando o condutor de um veículo precisa assumir a direção para evitar um acidente, por exemplo. Os engenheiros da Google verificam os dados e simulam diferentes formas de comportamento do sistema para sanar qualquer problema.

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