Você já usa os serviços da Google para navegar na internet e para pesquisar temas. Pode ser que você também seja dono de um smartphone Android e isso coloca você ainda mais inserido nesse contexto. Seu email é “@gmail”? Você armazena documentos no Google Drive?  Pois é... É praticamente impossível estar completamente desvencilhado da empresa de Mountain View.

E em breve, há grandes chances de que vejamos essa influência da Google sendo ainda mais presente. Isso porque a empresa está investindo pesado em tecnologias que possam levar mais conectividade até a casa dos consumidores. Ou seja: a Google está querendo fazer parte do seu ambiente doméstico, com sistemas e produtos totalmente voltados a isso.

E como você deve saber, já há vários desses sistemas no mercado. Quer saber mais sobre eles? Então confira agora mesmo uma pequena amostra de como a Google deve usar seus investimentos em “Internet das Coisas” e Smart homes para fazer com que os seus sistemas controlem a sua casa nos próximos anos.

Brillo: o sistema operacional

No ano passado, a Google apresentou o Brillo. Este é o primeiro sistema operacional feito exclusivamente para a Internet das Coisas, trazendo recursos bem legais para os desenvolvedores que quiserem investir no segmento. O Brillo conta com suporte para processadores ARM, Intel x86 e MIPS-, além de ser compatível com uma série de placas diferentes.

Ou seja: há grandes chances de que fabricantes dos mais diversos tipos de aparelho possam criar conectividade com o uso do sistema. Já com o software disponível, fica muito mais fácil criar a sincronização entre aparelhos. Isso pode permitir, por exemplo, que um app nos smartphones seja capaz de controlar a temperatura de uma geladeira ou o tempo de lavagem de roupas.

Como já foi dito várias vezes, com o Brillo a Google traz a promessa de “fornecer a possibilidade de criar experiências que sejam simples de criar ao mesmo tempo em que oferecer consistência aos usuários”.

Google Nest

Em 2014, a Google comprou uma empresa chamada Nest para poder utilizar suas tecnologias de termostato inteligente e criar casas com a temperatura para os norte-americanos. Os produtos já estão à venda nos Estados Unidos, mas a divisão Nest foi bem além dos termostatos. Recentemente, a empresa anunciou que a Nest também produziria uma câmera integrada a sensores para a vigilância doméstica.

Áudio e vídeo

Entretenimento também é um grande foco da Google e isso tem ficado cada vez mais claro. Um dos maiores exemplos disso está no Chromecast, que foi lançado no começo de 2014 e permitia que os consumidores transformassem HDTVs comuns em televisores Smart — fazendo a conexão de um modo bem completo a smartphones, computadores e tablets.

No ano seguinte, uma nova geração do aparelho foi lançada e trouxe algumas melhorias para o mercado — incluindo melhor captação de sinal e mais velocidade para a interação com jogos. Além disso, também em 2015 foi apresentada uma versão para áudio do Chromecast, dando mais conectividade para qualquer aparelho de reprodução multimídia.

Além de tudo isso, também não podemos nos esquecer do sistema operacional Android TV, que foi criado para televisores Smart — dispensando a necessidade do Chromecast, nesse caso. O sistema também traz mais interação e conectividade entre aparelhos e é outra prova de que a Google está investindo em tecnologia para as casas dos consumidores.

OnHub

Se estamos falando que a Google quer conectar toda a sua casa, é claro que a empresa também está pensando em formas de fazer com que a qualidade da internet seja melhorada. E é por isso que a companhia criou o OnHub, que funciona como um roteador inteligente e promete fazer com que as conexões domésticas se tornem muito mais estáveis e velozes.

Um dos principais recursos presente no aparelho é a alocação inteligente de canais de comunicação. Isso faz com que o roteador verifique as frequências que estão menos congestionadas para fazer a transmissão dos dados, evitando afogamentos de rede em locais em que há muitos dispositivos conflitando.

Outra funcionalidade bem interessante é a alocação de banda de acordo com as necessidades do administrador. Isso significa que os usuários podem indicar que um aparelho tem a preferência na rede local, fazendo com que a rede para ele seja disponibilizada com mais qualidade. Assim, sua TV jamais ficaria sem sinal se o Chromecast for cadastrado como preferencial, por exemplo.

Explorando o Google Now

Hoje, o Google Now funciona como um assistente pessoal bem interessante e que pode ajudar em diversos momentos — até mesmo enviando informações de um aparelho para um computador, por exemplo. No futuro, isso deve ser muito mais interessante e complexo, uma vez que o Brillo deve ganhar suporte ao sistema em breve.

Ainda é cedo para dizer que isso vai mesmo acontecer, mas não seria surpreendente se o Google Now interpretasse a localização dos consumidores para fazer com que o termostato fosse ligado, por exemplo. São muitas as possibilidades e, certamente, a empresa de Mountain View já está com projetos bem elaborados para grande parte delas.

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