Não é novidade para ninguém que a Google atualmente recebe uma enorme quantidade de reclamações com relação a direitos autorais e que, por esse motivo, ela está frequentemente tirando do ar links de filmes, vídeos e músicas, entre outros, que ameaçam os direitos dos donos desse tipo de conteúdo. Mas acredite: você provavelmente não imaginava o quão frequente são esses casos.

De acordo com o mais recente relatório de direitos autorais da Google Transparency Report, a empresa está atualmente lidando com um total de quase 77 milhões de pedidos de remoção de URL mensalmente. Parece um número grande? Então agora imagine que isso equivale a um total de 113.668 pedidos feitos por hora. Pois é, aparentemente temos muito conteúdo proibido surgindo nos últimos tempos.

Mais impressionante ainda sobre esses valores é quando os comparamos com os números de poucos anos atrás. No fim de 2014, por exemplo, estávamos apenas na marca de 8 milhões de reclamações semanais, contra as mais de 21 milhões atuais. 2012, por sua vez, era ainda menor: os pedidos mal chegavam aos 3,5 milhões.

Na maioria dos casos, os principais alvos de reclamações são sites dedicados a oferecer músicas e vídeos “grátis”. Estes, mesmo quando tirados da Google, costumam continuar a operar normalmente.

A esse ponto, muitos podem pensar que é impossível para a Google acompanhar tamanha quantidade de reclamações, mas isso está longe de ser verdade. Atualmente, até 97% dos pedidos são atendidos dentro de apenas seis horas após a denúncia.

Especializadas na luta contra a pirataria

Como não deve ser surpresa para ninguém, as principais empresas envolvidas nas reclamações são companhias detentoras de uma enorme quantidade de direitos autorais. Junto delas, temos também empresas dedicadas à proteção de direitos autorais; é o caso, por exemplo, da Degban, que está em segundo lugar na lista da Google.

Empresas como essa e o crescimento absurdo no número de reclamações, de fato, mostram que a batalha contra a quebra de direitos autorais está cada vez mais ferrenha. É claro, isso dificilmente vai conseguir dar fim por completo da pirataria por aí, mas ao menos mostra que as companhias estão ficando realmente boas em encontrar infratores – o que quer dizer que o conteúdo pirateado dificilmente vai se manter por muito tempo online.