Carros autônomos: quanto mais jovem você é, mais provável que você confie

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Em algum momento você já deve ter notado que a criançada não está tendo qualquer problema em manusear tablets, smartphones ou lidar com qualquer coisa digital – não é à toa que a geração daqueles nascidos depois da metade da década de 90, a Geração Z, está sendo chamada também de “Geração Touch”.

Eis que um estudo chamado US Tech Choice, conduzido pela companhia de pesquisas J.D. Power e contemplando um público de 7,9 mil pessoas que compraram um veículo nos Estados Unidos entre fevereiro e março de 2016, mostrou que 56% desse público também não têm qualquer problema em confiar nos carros autônomos.

Embora isso não seja uma surpresa por si só, os percentuais relacionados a esse índice de aceitação ao longo das diferentes gerações mostram alguns aspectos muito interessantes da percepção das pessoas em relação à tecnologia de acordo com sua idade ou com o contexto histórico em que viveram.

Provavelmente seus avós não iam curtir muito a ideia de ter um desses em casa

Outro exemplo é que 56% do millenials/Geração Y, nascidos na década de 80, confiariam numa boa em um carro que dirija sozinho por aí. Essa é uma diferença substancial em relação aos 23% dos baby-boomers, nascidos entre as décadas de 50 e 70 – público que também teve 39% de seus representantes respondendo que definitivamente não acreditam na tecnologia.

Para efeitos de comparação, a parcela de indivíduos que compartilham esse sentimento negativo é ainda maior em pessoas com mais idade que os baby-boomers, os chamados pré-boomers (nascidos entre 1930 e 1945): 40% dos nascidos antes da década de 50 abominam completamente a ideia de um veículo que dirige por conta. A Geração X, por sua vez, tem apenas 27% de seu público com essa percepção negativa, enquanto a Geração Y fica em 18% e a Geração Z tem apenas 11%.

Kristin Kolodge, diretora da área de pesquisas relacionadas à tecnologias automotivas da J.D. Power, explicou que o nível de confiança dos compradores de automóveis está diretamente ligado ao nível de interesse em novas tecnologias.

“A aceitação pode aumentar com a exposição ao longo do tempo e experiências com as tecnologias automatizadas. Mas essa confiança  é frágil e pode ser quebrada se ocorrer um número grande de incidentes envolvendo veículos autônomos”, disse.

Ainda assim, novas tecnologias que aproximam cada vez mais os veículos atuais do futuro autônomo, como é o caso de faróis inteligentes e assistentes baseados em radar e câmeras, são vistas com bons olhos pelos usuários.

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