Mark Zuckerberg, CEO e cofundador do Facebook, há anos fala que sua missão como filantropo é conectar o mundo à internet, levando acesso a lugares aos quais ele ainda não chega. Em entrevista à revista Wired, Zuckerberg e sua equipe explicaram basicamente como têm trabalhado e quais foram as dificuldades mais notáveis.

Curiosamente, um dos engenheiros do projeto comentou que, de vez em quando, é preciso relembrar ao chefão que levar internet ao mundo todo não é como escrever código. “Existem coisas físicas de verdade envolvidas. Há chips, rádios, lasers de alta potência e aviões que poderiam cair do céu”, comentou. Zuckerberg basicamente queria transmitir sinal de alta potência a partir de satélites ou camadas bem altas, mas isso não é tão simples assim.

Fora isso, nada de muito novo apareceu na entrevista, a não ser a consistência do discurso do criador do Facebook. O Free Basics que a empresa já oferece na Índia é um exemplo da irredutibilidade de Zuckerberg que, aparentemente, pretende levar seus planos adiante não importa o que apareça pela frente.

O polêmico Free Basics

O Free Basics na Índia foi bloqueado recentemente pelo governo local por estar infringindo o princípio da neutralidade da rede, importante para que todos tenham o direito de escolher que conteúdo desejam acessar sem restrições. Contudo, o Free Basics oferece de graça acesso apenas ao Facebook e a um punhado de outros serviços parceiros. Quem quiser mais terá que pagar. Saiba mais sobre a polêmica aqui.

Zuckerberg, por outro lado, defende seu projeto, dizendo que ele não fere a neutralidade da rede, uma vez que oferece acesso gratuito. Contudo, como na Índia a população é muito pobre, seria um problema se essas pessoas nunca saíssem desse plano básico, ficando presas à rede social.

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