Cientistas, pesquisadores e entusiastas da exploração espacial estão tendo a melhor semana de suas vidas. Após a comprovação da existência de ondas gravitacionais no espaço, considerada a maior descoberta científica das últimas décadas, vem mais uma ótima notícia para o estudo do universo: um novo observatório espacial será lançado para estudar buracos negros e a histórias dos clusteres de galáxias através de raios X.

O satélite chamado ASTRO-H será lançado pela agência espacial japonesa no próximo dia 12 de fevereiro do Centro Espacial Tanegashima, em Kagoshima, no Japão. Esse novo dispositivo será capaz de captar informações se uma ampla variedade de fenômenos de alta energia no cosmos, desde materiais superaquecidos prestes a se serem absorvidos por um buraco negro até a evolução de vastos conjuntos de galáxias.

Explorando o espaço

Para isso, o observatório espacial é equipado com quatro instrumentos cujo objetivo é captar uma gama imensa de emissões de energia, indo desde recepções fraquíssimas, passando por raios X de cerca de 300 elétron-volts, até raios gama de 600 mil elétron-volts. Vale lembrar que luz visível para os olhos humanos marca uma energia de aproximadamente 2 a 3 elétron-volts.

Esse tipo de energia tem como fonte uma série de atividades e objetos espalhados pelo espaço, como explosões estelares, campos magnéticos extremos e pontos gravitacionais muito fortes. A captação de raios X nos permite analisar e entender melhor esses eventos e fenômenos que são inacessíveis através de observações simples.

Maior sensibilidade

O antecessor do ASTRO-H, o satélite chamado Suzaku, esteve em operação por 10 anos, de 2005 e 2015 e agora será substituído pelo novo modelo, que é capaz de observar emissões de raio X de clusteres de galáxias e estrelas de nêutron com uma precisão 10 vezes maior do que o Suzaku. Para isso, o ASTRO-H utiliza quatro telescópios alinhados, além dos mais avançados instrumentos para captar toda a gama de energia.

O observatório espacial ASTRO-H foi desenvolvido em conjunto pela JAXA, a agência espacial japonesa, e pela NASA, além de algumas instituições espalhadas pelo Japão, Canadá e Europa.

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