Experimento mostra como extrair ouro de processadores velhos

Usando uma série de produtos químicos, é possível recuperar parte do ouro usado em CPUs.
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Por Jonathan D. Machado em 30 de Novembro de 2011

Pode não parecer, mas tem ouro aqui. (Fonte da imagem: Toms Hardware)

Pouca gente sabe, mas boa parte dos contatos e soldas de processadores e outros componentes eletrônicos são feitos em ouro e prata, já que o metal dourado é altamente dúctil. Mesmo assim, extrair ouro desses materiais parecia ser uma tarefa impossível, até agora.

A sequência de imagens a seguir foi produzida pelo site Tom’s Hardware, mostrando os passos necessários para se retirar o metal de alto valor dos processadores inutilizados. Os procedimentos são complexos e quase todos envolvem o manuseio de produtos químicos perigosos, por isso, caso você não tenha muitas CPUs sobrando para valer o trabalho, é melhor nem tentar.

Primeiramente, é preciso deixar os chips em um banho de ácido nítrico. Depois de alguns minutos, a solução deve adquirir uma coloração escura por causa do cobre sendo dissolvido. Passada uma semana, a solução totalmente azul vai conter a prata e o cobre, mas ainda vai precisar ficar mais alguns dias em uma solução de ácido clorídrico e zinco antes que a prata possa ser filtrada da solução.

O produto filtrado pode ser derretido com um maçarico de butano e o resultado é uma pequena moeda de prata que, naturalmente, não é 100% pura. Para coletar o ouro, ainda é preciso deixar os processadores em uma solução de ácido hidroclorídrico e peróxido de hidrogênio.

Moeda de prata resultante (Fonte da imagem: Toms Hardware)

Depois de algumas horas, os pequenos fios de ouro entre o die e a placa começam a aparecer. Já é possível filtrar a solução para se recuperar metal dourado neste estágio. O resultado filtrado é outra solução amarela com o ouro. Ainda é necessário mais alguns processos de decantação e separação que envolve produtos ultraperigosos antes que uma pequena bolinha de ouro apareça.

 Todas aquelas CPUs deram isso de ouro. (Fonte da imagem: Toms Hardware)

O produto final tem menos de três milímetros e não deve pesar mais que alguns gramas. Por todo esse trabalho e o gasto com tantos produtos químicos, é dubitável se extrair tão pouco ouro de tantos processadores realmente vale a pena.



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