A Sandia National Laboratories está trabalhando no que promete ser um dos projetos mais ambiciosos na área de energia eólica para os EUA. A empresa está pensando em maneiras de desenvolver turbinas capazes de gerar 50 MegaWatts de energia – muito mais do que os 8 MW da maior turbina eólica do mundo disponível comercialmente e das turbinas de apenas 1 ou 2 MW encontradas em boa parte do mundo.

E como eles fariam isso? Simples: usando hélices maiores. Muito maiores.

De acordo com o anúncio oficial da Sandia, as novas turbinas eólicas em desenvolvimento por ela terão hélices com lâminas de 200 metros cada. Isso é nada menos do que duas vezes o tamanho da maior turbina feita já feita pela companhia, e quatro vezes mais do que as turbinas comuns com suas lâminas de 50 metros.

A ideia é resultado das limitações de espaço e custo da instalação de turbinas fora do território norte-americano. “Os EUA têm grande potencial de energia eólica no exterios, mas instalações exteriores são caras, então turbinas maiores são necessárias para capturar aquela energia a um custo acessível”, explicou Todd Griffith, designer chefe das lâminas da empresa.

Novos problemas pedem soluções criativas

Na teoria o projeto pode parecer bonito, mas na prática há uma série de problemas a serem resolvidos antes de tornar essa ideia realidade. Para começar, simplesmente criar uma estrutura capaz de resistir ao peso colossal de tamanhas lâminas já é um desafio à parte; mais problemático ainda, porém, é encontrar uma maneira de fazer com que as hélices resistam a ventos poderosos demais – digamos, por exemplo, de um tornado ou furacão.

A solução encontrada por eles, até o momento, é bastante interessante. Usando como base as palmeiras, que são capazes de resistir a ventos fortíssimos simplesmente se “inclinando” para o vento, a Sandia vai desenvolver um poste principal segmentado para a turbina, de maneira a permitir que a base dela se incline sem se quebrar.

Junto disso,as hélices da turbina gigante vão apresentar dobradiças que entram em ação caso a estrutura corra risco de ceder, como a imagem acima mostra. “A velocidades do vento perigosas, as lâminas são guardadas e alinhadas com a direção do vento, reduzindo o risco de dano. A velocidades menores do vento, as lâminas se abrem mais para maximizar a produção de energia”, disse Griffith.

Uma vez que estamos falando de um projeto de escalas absurdas, é melhor não esperar ver essa super turbina ficar pronta tão cedo. De fato, uma vez que a Sandia não deu qualquer previsão sobre isso, é bem provável que seja necessário aguardar mais alguns anos até que ela esteja preparada para o mercado.

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