Sortuda que ganhou 4 vezes a loteria é especialista em estatística

Reportagem da Harper’s Magazine afirma que Joan R. Ginther desvendou o algoritmo responsável por determinar o envio de bilhetes premiados.
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Por Felipe Gugelmin em 10 de Agosto de 2011

Considerada por muitos como a mulher mais sortuda do mundo, Joan R. Ginther, 63 anos, ganhou na loteria dos Estados Unidos nada menos que quatro vezes. A cada prêmio, alguns milhões de dólares foram somados à sua conta bancária.

Sortuda que ganhou 4 vezes a loteria é especialista em estatística (Fonte da imagem: Daily Mail)

Porém, mais do que uma questão de sorte, a resposta para todas as vitórias de Joan podem estar na matemática. Segundo uma reportagem publicada pela Harper’s Magazine, a ganhadora é uma ex-professora de matemática com PhD (nível semelhante a um pós-doutorado) em estatística pela Universidade de Stanford.

Estatisticamente, as chances de alguém ganhar na loteria quatro vezes é uma em dezoito septilhões – algo que nem toda a sorte do mundo consegue explicar muito bem. Segundo um professor não identificado do Instituto para o Estudo dos Jogos de Azar e Jogos Comerciais da Universidade de Nevada, se uma situação do tipo acontecesse em um cassino, a pessoa seria presa imediatamente.

Sorte ou matemática?

Sortuda que ganhou 4 vezes a loteria é especialista em estatística (Fonte da imagem: Daily Mail)Embora Joan viva atualmente em Las Vegas, todos os prêmios foram conquistados em loterias localizadas no Texas. Das quatro vitórias, três delas foram através de bilhetes de raspadinhas compradas no mesmo mercado da cidade de Bishop.

Segundo a reportagem, há grande possibilidade de que a ganhadora tenha usado seu conhecimento em estatística para adivinhar o algoritmo que determina os locais para os quais bilhetes ganhadores são enviados. A partir disso, se tornou uma tarefa relativamente simples determinar o melhor momento para comprá-los – tarefa facilitada pela programação fixa de envio das raspadinhas.  

Os moradores da cidade de Bishop não desconfiam de qualquer tipo de manipulação, acreditando que a aparente sorte de Joan é um feito de Deus. A Comissão de Loterias do Texas tem opinião semelhante, afirmando que a ganhadora foi abençoada com uma sorte incomum e que não há qualquer suspeita de fraude durante o processo.



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