Uma pesquisa conduzida pela agência Childwise mostra que os hábitos de consumo das gerações mais jovens são mais focados na internet do que em meios considerados mais “tradicionais”. Segundo o estudo, conduzido no Reino Unido, o Netflix já supera em popularidade as redes de TV tradicionais entre faixas etárias mais jovens.

O relatório divulgado pela BBC também mostra que houve um aumento de até 50% no consumo de conteúdos através de tablets em relação a 2014. Atualmente, a faixa etária que vai dos 5 aos 16 anos dedica uma média de 3 horas a atividades online, enquanto o tempo dedicado à televisão é de 2,1 horas.

Além do Netflix, ganharam popularidade serviços como o YouTube e outras soluções que oferecem vídeos sob demanda. No entanto, a maioria dos jovens ainda prefere consumir esse tipo de conteúdo em aparelhos de TV, sendo que somente um número limitado deles está disposto a conferir a programação em vídeo através de smartphones.

Tendências entre os jovens

O estudo chama atenção para o fato de que jovens com idades próximas a 15 e 16 anos tendem a passar quase 5 horas diárias dedicadas a atividades online. Esse tempo tende a aumentar no futuro, visto que cada vez mais crianças começam a entrar contato com tablets — 67% delas já possuem um aparelho do tipo, sendo que a maior parte deles se tratam de versões do iPad.

Enquanto as crianças mais jovens costumam se conectar à internet para assistir vídeos, escutar músicas, jogar e fazer pesquisas escolares, a rede é vista como uma ferramenta de socialização pelos mais velhos. Especialmente entre as garotas, os adolescentes tendem a focar suas atividades online nas redes sociais.

Um elemento comum entre os jovens é a dedicação ao YouTube, que é usado por 74% dos entrevistados. Os vídeos mais populares são aqueles considerados “engraçados”, que ensinam alguma atividade ou que reproduzem de alguma forma o conteúdo televisivo desatrelado de grades de programação.

Tecnologias que estão sumindo

Por fim, o estudo mostra que um número cada vez menor de pessoas está escutando músicas através de CDs físicos, que foram quase totalmente substituídos por músicas digitais reproduzidas através de smartphones. Revistas impressas também estão perdendo seu apelo e passam por uma queda constante de leitores fiéis.

“O crescente acesso à internet em qualquer lugar e horário e uma distribuição de conteúdos televisivos através de diversos canais e dispositivos marca uma mudança notável de comportamento este ano”, afirma Simon Legget, diretor de pesquisas da Childwise. “As crianças agora pesquisam conteúdos que correspondem às suas escolhas. Eles ainda se divertem com conteúdos de TV tradicionais, mas estão cada vez mais assistindo a eles online ou por demanda”.

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