7 fatos sobre o sono que podem arruinar ou salvar a sua vida

Dormir demais ou de menos pode fazer você ganhar peso, pegar um resfriado e até bater o carro, sem contar os problemas de saúde que noites mal dormidas podem trazer.
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Por Felipe Arruda em 28 de Janeiro de 2012

7 fatos sobre o sono que podem arruinar ou salvar a sua vida

Seja por excesso de trabalho ou de diversão, há um aspecto muito importante que acaba sendo deixado de lado: o sono. Uma noite bem dormida é capaz de repor as energias necessárias para enfrentar situações de grande desgaste físico ou mental na rotina diária. Mas o que muitos não levam em conta é o fato de que o ato de dormir é essencial para as nossas vidas.

Se o sono não fosse essencial, poderíamos encontrar na natureza exemplos de animais que não dormem ou que não sofrem consequências por longos períodos de atividade. Mas de acordo com um artigo científico publicado na plataforma PLoS, todo animal minimamente complexo precisa de algo semelhante ao que chamamos de sono. Por incrível que pareça, até os insetos dormem.

Não podia ser diferente no caso dos seres humanos. Dormir traz inúmeros benefícios ao nosso corpo, que vão desde a manutenção de um sistema circulatório mais saudável até o aperfeiçoamento de funções cognitivas, como a concentração e a memória. Portanto, é de se esperar que esse processo cause impactos enormes em nossa vida e que possamos aprender a usá-lo em benefício próprio.

1. Sono ruim, coração ruim

7 fatos sobre o sono que podem arruinar ou salvar a sua vida

De acordo com pesquisadores da Universidade de Warwich, na Inglaterra, pessoas que dormem menos de seis horas por dia ou sofrem de distúrbios do sono possuem 48% mais chance de desenvolver alguma doença cardíaca. Além disso, noites mal dormidas também tornam seres humanos 15% mais suscetíveis a derrames. O artigo, em PDF e em inglês, pode ser consultado online.

Outras instituições de pesquisa também confirmam o caso. De acordo com a BBC, pesquisadores de Harvard, nos EUA, constataram que homens acima de 65 anos e que dispensam pouco tempo ao sono profundo possuem mais chances de sofrer de pressão alta e, consequentemente, de doenças cardíacas. Os cientistas acreditam que o mesmo ocorra com as mulheres.

2. Emagreça dormindo. Pergunte-me como

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É comum associar a obesidade ao sedentarismo, então é de se esperar que quem durma demais acabe engordando. Mas o fato é que quem dorme pouco também enfrenta dificuldades para emagrecer, como constatou um estudo publicado pelo International Journal of Obesity (PDF em inglês).

A pesquisa analisou os hábitos de 472 pessoas que foram instruídas a diminuir cerca de 500 calorias de sua alimentação diária e a manter a prática de exercícios físicos durante um período de seis meses. Aqueles que possuíam problemas relacionados ao sono foram os que menos perderam peso. Mas por que isso aconteceu?

Dormir pouco altera a produção de leptina, um hormônio produzido pelas células gordurosas do nosso corpo e que atua como regulador de apetite e controlador da massa corporal. Ao passar muito tempo acordado, o nível de leptina diminui, fazendo com que a pessoa sinta mais fome. Além disso, esses picos de insônia também aumentam a produção de grelina, um hormônio que nos faz sentir fome quando necessário. Logo, essa confusão hormonal causada pelas poucas horas de sono faz com que o ser humano coma mais do que precisa.

Portanto, lembre-se: nada de lanchinho durante as madrugadas de papo no MSN.

3. Durma pouco e pegue um resfriado

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De acordo com um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, localizada na cidade de Pittsburgh, EUA, a qualidade do sono influencia o sistema imunológico do ser humano, tornando-o mais ou menos suscetível a pegar gripe.

Para a pesquisa, foram monitoradas 153 pessoas saudáveis com faixa etária entre 21 e 55 anos. Durante duas semanas, os cientistas coletaram dados sobre a qualidade e duração de sono de cada voluntário. Depois, essas pessoas foram expostas ao vírus da gripe por um período de cinco dias. Aqueles que dormiam menos de sete horas por noite estavam três vezes mais vulneráveis à doença do que aqueles que dormiam pelo menos oito horas.

Aparentemente, sono e imunidade estão estreitamente ligados. Pesquisadores do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology, na Alemanha, constataram que as espécies de mamíferos que dormem mais também possuem melhor resistência contra parasitas.

4. Dormir bem torna você mais esperto

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É fácil constatar que dormir mal deixa qualquer um apático, esquecido e facilmente irritável. Basta passar algumas noites em claro para que isso aconteça. O problema é que, com o passar do tempo, esses efeitos colaterais podem se transformar em problemas de rendimento no trabalho e na escola, além de depressão clínica e distúrbios do humor.

O Centro de Estudos do Sono da Universidade de Glasgow, na Escócia, constatou que pessoas com dificuldades  para dormir podem ter mais problemas de relacionamento e cerca de três vezes mais chances de sofrer de depressão ou falta de concentração. Como se não bastasse, o caso pode acabar em uma espécie de círculo vicioso, em que condições ruins de sono causam problemas mentais que pioram ainda mais o sono da pessoa.

A Universidade de Michigan, nos EUA, apurou dados que reforçam a relação entre noites mal dormidas e depressão. De acordo com o estudo, adultos com problemas crônicos de sono estão cerca de 2,6 vezes mais propensos a tentar suicídio.

5. Se não dormiu, não dirija

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De acordo com a National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), agência norte-americana responsável por reduzir o número de acidentes nas estradas dos EUA, a “cochilada” no volante é a responsável por mais de 100 mil desastres por ano naquele país, resultando em mais de 40 mil traumas físicos e 1.550 mortes. Um dos grupos que está mais exposto ao risco de dormir enquanto dirige são as pessoas cujo sono dura menos de seis horas por dia, além de trabalhadores noturnos e motoristas que sofrem de hipersônia e ainda não buscaram tratamento.

6. Não mexa no relógio biológico

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Pesquisadores da Universidade do Estado do Oregon, nos EUA, encontraram evidências de que a alteração do ritmo circadiano, também conhecido como relógio biológico, pode desencadear neurodegeneração, perda das funções motoras e morte prematura.

Esse “relógio” consiste em um mecanismo genético ajustado para dias de 24 horas e ciclos regulares de luz, escuridão e sono. No corpo humano, ele influencia diversos processos biológicos, que vão desde a fertilidade até a produção de hormônio e a efetividade de alguns medicamentos.

O estudo, realizado em moscas-das-frutas ― insetos que compartilham cerca de 60% dos genes humanos ―, constatou que as moscas que tiveram o seu relógio biológico interrompido passaram por um período mais curto de vida, além de perderem habilidades motoras e sofrerem danos cerebrais mais rapidamente do que os espécimes com ritmo cicardiano intacto.

E já que o sono e o relógio biológico de seres humanos estão intimamente ligados, talvez valha a pena dispensar um pouco mais de atenção à qualidade e quantidade de horas dormidas diariamente.

7. Sono, a fonte da juventude

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A Clinical Sleep Research Unit, da Universidade de Loughborough, na Inglaterra, constatou que pessoas que dormem cerca de sete horas por dia vivem mais do que aquelas que costumam dormir quantidades diferentes dessa. E não importa se a “vítima” era um insone ou não: dormir acima de 9 horas por dia pode ser tão prejudicial quanto não descansar.

Para entender as causas, basta dar uma olhada nos itens desta lista: problemas cardíacos, falta de concentração, pressão alta e acidentes no trânsito e até gripe são apenas alguns dos riscos que os distúrbios do sono podem trazer. Portanto, lembre-se de considerar o sono como um aspecto importante da saúde. Afinal, ninguém quer acabar como as moscas do sexto item deste artigo, certo?



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