54.152 visualizaçõesVocê já deve ter visto alguns dos materiais mais loucos que o Tecmundo noticiou. Aerogel (aquele que é levíssimo e, ainda assim, muito resistente) e o material do HRL Laboratories são alguns dos principais exemplos disso. Mas agora está na hora de conhecer um bem diferente: um que é muito mais metálico e – por que não? – artístico.
O ferrofluido ganhou esse nome por juntar as características dos elementos ferromagnéticos (possui magnetismo) e substâncias fluídicas (água ou outro solvente orgânico). A grande maioria dos materiais criados de maneira caseira é composta por óleo vegetal (azeite de cozinha) e polímeros de toner (aquele mesmo das impressoras).
A Universidade de Wisconsin define o ferrofluido da seguinte maneira: “Material que possui as propriedades fluídicas dos líquidos e o magnetismo das sólidas. Contém pequenas partículas (com menos de 10 nanômetros) de sólido magnético suspenso em um meio aquoso”.
Os dois tipos de ferrofluido trabalham da mesma maneira, mas com intensidades diferentes. Os vídeos mais incríveis que você encontrar na internet a respeito do tema geralmente mostram o ferrofluido industrial, que é composto por magnetita, zinco ou manganês. O problema é que um pouco desses elementos (menos de 1 litro) custa quase 200 dólares
Já os caseiros são um pouco menos suscetíveis ao magnetismo, além de que formam soluções menos densas e brilhantes. Há relatos de pessoas que conseguiram criar o ferrofluido com pó de toners, fitas VHS derretidas e óleo vegetal.
Quando está inativo (ou seja, longe da influência de ímãs ou outros materiais magnéticos), o ferrofluido parece ser apenas um líquido de cor metálica. Mas basta aproximar um campo magnético para que as esculturas ferrofluídicas comecem a ser criadas. E a montagem delas acontece de maneira bastante simétrica, pois atende à uniformidade do magnetismo envolvido.
Ampliar (Fonte da imagem: Reprodução/Steve Jurvetson)
Mas o que realmente causa a movimentação dos ferrofluidos? Como dissemos anteriormente, o material ferroso em contato com o óleo gera uma substância aquosa. Quando um campo magnético se aproxima dela, ocorre um conflito no material: ao mesmo tempo em que o ferro é atraído pelos ímãs, a solução tenta ficar estática (o óleo não é influenciado).
Isso causa os efeitos impressionantes que podem ser vistos nos vídeos e imagens postados ao longo do artigo.
Apesar da extrema beleza tecnológica apresentada pelo ferrofluido, esta não é a principal aplicação dele. Há diversos locais em que o material pode ser utilizado, sempre aproveitando suas mais representativas propriedades físicas. Veja alguns exemplos:
Confira agora alguns dos vídeos mais incríveis que conseguimos encontrar sobre o tema. Neles, você vai poder observar tudo o que vimos ao longo do artigo de explicações sobre o ferrofluido. Em vários deles, é possível perceber que o material não está estático, mas você sabe quais são os motivos?
Quando são utilizados eletroímãs em vez de um ímã comum, o magnetismo deixa de ser constante, pois depende da tensão aplicada às correntes elétricas. Isso permite obras ainda mais interessantes, como as que mostram o ferrofluido em movimento.
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Como pode ser visto, o principal elemento a ser utilizado nestas experiências é o campo magnético. Para brincadeiras caseiras ímãs podem ser utilizados, mas se você quiser maiores resultados, recomenda-se a utilização de eletroímãs. Será que você consegue criar obras tão bonitas quanto as mostradas aqui?
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