Até agora, todo tipo de solução para a internet das coisas tem sido bem incipiente e muito isolada. Quando há alguma coisa bem integrada, não há utilidade prática para muito do que o tal sistema consegue fazer. A Microsoft, por outro lado, apesar de ainda não estar diretamente no ramo, já tem uma ideia muito bem elaborada para o segmento e pode finalmente tornar a internet das coisas útil para o dia a dia.

Isso pôde ser constatado durante a conferência da Samsung na CES 2016, quando Bryan Roper, gerente de marketing para a Cortana na Microsoft, subiu ao palco para mostrar qual seria o papel do Windows em uma casa totalmente conectada.

Ele fez uma rápida demonstração de conversação com a Cortana em um Galaxy TabPro S que poderia realmente se traduzir em uma situação real do cotidiano de qualquer pessoa. Ele diz que precisa lavar sua roupa, mas não quer ir até a lavanderia para conferir se máquina está livre. Ele simplesmente pergunta à assistente: “Hey Cortana, a máquina de lavar está livre?”. Em instantes, ela responde que não, mas o processo atual vai terminar em 30 minutos.

Em seguida, ele descobre que a última lavada foi feita pelo garoto hipotético Boby, que colocou a lavadora para funcionar com apenas três peças dentro. Agora, ele descobre que o rapaz costuma repetir esse mau hábito graças a um gráfico feito pela Cortana. Intrigado, Roper pede para ela trazer dados sobre todos os equipamentos e quem mais os utiliza em casa. Roper descobre então que Boby deixa a geladeira inteligente muito tempo aberta, come tudo que o há nela e assiste muita TV.

Claro que esses são exemplos bobos, mas se as fabricantes de equipamentos domésticos conseguirem integrar seus sistemas em um só para que assistentes como a Cortana tenham acesso a tudo isso, a internet das coisas pode acabar se tornando algo popular e de fato útil mais cedo do que pensamos.

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