Apesar de ser palco de anúncios das grandes marcas estabelecidas no Brasil, como Samsung, LG e Sony, entre outras, a MWC se destaca por dar espaço a empresas mais desconhecidas - mas que, nem por isso, deixam de ter potencial. Uma das mais interessantes que o TecMundo encontrou na edição 2016 do evento aqui em Barcelona, na Espanha, foi a Freetel, companhia japonesa que fabrica smartphones com sistemas Android e Windows Phone. Confira o tour que fizemos por lá no vídeo acima.

As linhas de aparelhos da empresa têm nomes curiosos: Samurai, Katana, Musashi, entre outros. Este último, aliás, é um modelo que vai agradar aos saudosistas de plantão: trata-se de um celular flip equipado com Android, com direito a navegação clássica pela interface do teclado, na parte de baixo. Quando fechado, o aparelho se transforma num dispositivo touch graças a uma elegante interface que fica exposta.

O Katana, por sua vez, brilha na execução do Windows 10 Mobile. Sim, a Freetel é a primeira fabricante japonesa de smartphones a ter um modelo equipado com esse sistema. O aparelho, no entanto, não é tão robusto em configuração, despreocupado em competir com os high-end do mercado. O Katana conta com 1 GB de memória RAM, memória interna de 8 GB, câmeras traseira de 5 MP e frontal de 2 MP, CPU Quad-core e bateria de 1.700 mAh. A tela tem 4,5 polegadas.

Algum sinal da marca vir ao Brasil?

Por enquanto, infelizmente não. Conversamos com John, um executivo presente no local, e ele jogou um balde de água fria erguendo o mesmo argumento de muitos representantes com quem conversamos na MWC: impostos.

"Nós chegamos a tentar uma aproximação, mas ficamos assustados com os impostos", explicou a nós, ao mesmo tempo em que reconheceu o potencial do país nesse segmento. "O Brasil cresce nesse setor, há um consumo muito forte, sabemos disso. Estamos sempre de olho. Por enquanto, está fora da alçada, mas não descartamos", completou.

O executivo contou que, na América Latina, a Freetel atua no México e no Chile. John diz que a marca tem força nesses locais, mas admite que a concorrência é desafiadora. "Há muitas marcas atualmente, o mercado está muito estabelecido. Conseguimos atender a usuários de Windows Phone e Android, e isso ajuda bastante", pontuou.

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