Análise: Panasonic Lumix DMC-GF5K

A Lumix DMC-GF5K é uma câmera mirrorless da Panasonic que grava vídeos em FullHD, tira fotografias RAW e possui tanto opções manuais quanto ajustes automáticos. Conheça mais sobre ela nesta análise.
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Por Ana Nemes em 10 de Maio de 2013

Análise: Panasonic Lumix DMC-GF5K (Fonte da imagem: Divulgação/Panasonic)

A Panasonic Lumix DMC-GF5K é uma câmera mirrorless que promete controles totalmente manuais, lentes intercambiáveis, vídeos em FullHD e a praticidade das câmeras desse tipo: elas são pequenas, fáceis de carregar e capturam imagens com ótima qualidade.

Mas, ao segurar e usar esta câmera por algum tempo, a pergunta que fica é: será que ela é mesmo tudo o que promete? Existem alguns pontos que precisam ser vistos com cuidado antes de comprar uma Lumix DMC-GF5K, como o peso e a interface, e nesta análise você pode conferir o que ela tem de bom e o que precisa melhorar.

Aprovado

Qualidade das imagens

A Lumix DMC-GF5K é uma câmera de entrada; isto é, ela não é própria para uso profissional, porém atende bem aos entusiastas da fotografia. Tendo isso em vista, é possível dizer que a qualidade das imagens deste equipamento é bastante satisfatória e fica dentro da média de outros modelos mirrorless.

Análise: Panasonic Lumix DMC-GF5KA qualidade das imagens da DMC-GF5K é compatível com o resultado de outros modelos semelhantes (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

Ela possui 12.1 megapixels e grava vídeos em FullHD com uma qualidade igualmente boa. Para quem gosta de ir um passo à frente, esta câmera também conta com a possibilidade de fotografar em RAW — um modo no qual é necessário editar posteriormente—, algo que aumenta significativamente o desempenho e a qualidade final das imagens.

Filtros automáticos

Além da qualidade boa das imagens tiradas com a Lumix DMC-GF5K, outro ponto parecido precisa ser levado em conta: os filtros que a câmera apresenta, que são variados e deixam as imagens com mais personalidade. São dois tipos de ajuste: os efeitos e as cenas, que se diferenciam pela sutileza do resultado final.

Com os filtros prontos você tem várias opções de visuais completamente diferentes para as suas fotografias. Por exemplo, você pode conseguir imagens mais suaves com o filtro retrô ou mesmo cores fortes e contraste mais puxado com as duas opções de simulação de HDR. Para abrir esses controles, vá até o menu e clique no botão em forma de palheta de pintura.

Análise: Panasonic Lumix DMC-GF5KFiltros prontos para capturar imagens com mais personalidade e sem muito trabalho. (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

Já as cenas são um pouco diferentes, elas adequam a fotografia com o tipo de cenário ou objeto que você quer fotografar. Por exemplo, quer tirar foto de alguém que está contra a luz? Use a seleção suave com luz forte atrás para fazer isso. Quer uma foto com cores mais quentes? A cena de tons relaxantes pode ser uma solução.

Alguns desses modos de cena são bastante repetitivos e sem sentido (existem dois modos para o pôr-do-sol e dois para fotografar comida, por exemplo), mas no geral isso dá bastante oportunidade para que quem não seja familiarizado com os controles manuais de uma câmera possa conseguir bons resultados.

Carregador externo

A questão do carregador de uma câmera é, na maior parte dos casos, um problema e uma solução ao mesmo tempo. Isto por que grande parte dos eletrônicos tenha apenas uma opção: ou você carrega a bateria externamente ou liga um cabo USB no equipamento para fazer isso usando a energia do próprio computador ou um adaptador, mas sem tirar a bateria.

Análise: Panasonic Lumix DMC-GF5K (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

O primeiro caso é um problema por fazer com que você dependa exclusivamente de uma tomada, não sendo possível aproveitar a energia de uma bateria de notebook, por exemplo. Já o segundo, é um grande problema para quem gosta de andar com uma bateria extra na bolsa, por que você sempre vai precisar “inutilizar” a câmera para carregar aquela bateria.

O ideal é que uma câmera tenha os dois métodos, para cobrir o máximo possível de possibilidades. Esse não é o caso da Lumix DMC-GF5K — ela carrega apenas externamente —, porém o seu carregador compacto é bastante interessante. Além disso, você pode continuar usando a câmera com uma segunda bateria (não inclusa) enquanto a primeira está carregando.

Reprovado

Corpo pesado e pouco ergonômico

Ao segurar a Lumix DMC-GF5K pela primeira vez, a sensação é de frustração: ela é excessivamente pesada para uma câmera do seu tamanho. O interessante é que esta máquina é menor do que a maior parte das mirrorless de outras empresas e mesmo assim consegue vencê-las no peso.

Análise: Panasonic Lumix DMC-GF5K (Fonte da imagem: Divulgação/Panasonic)

O que contribui para isso é o seu corpo, feito de um material mais robusto que, apesar de resistente, poderia ser trocado pela leveza do plástico sem maiores problemas. Quem precisa segurar a câmera por horas agradece as gramas a menos de um equipamento leve. Neste ponto, também, a ergonomia da Lumix DMC-GF5K precisa ser questionada: ela é bastante desconfortável.

O apoio para as mãos, do lado direito, é pequeno demais para uma mão um pouco maior, fazendo com que os dedos fiquem dobrados em uma posição desconfortável para segurá-la com uma mão só de maneira firme. É possível fazer isso, porém com um apoio maior (e menos escorregadio), o fotógrafo teria mais liberdade de movimentos.

Menus internos pouco amigáveis

Este ponto é questionável e pessoal, já que cada pessoa interage com um equipamento de maneira diferente, mas o que nós constatamos à primeira vista é: a Lumix DMC-GF5K não é uma câmera “user-friendly” e precisa de menus mais simples para poder ser agradável de usar.

Controles básicos estão escondidos e é preciso procurar muito tempo para encontrar uma maneira de realizar tarefas simples, como mudar a abertura do diafragma no modo manual, por exemplo. A tela aceita toques, porém é preciso clicar com força — ou usando alguma espécie de caneta (não inclusa) — e isso não adianta muito quando o assunto é a praticidade.

Por exemplo, no modo manual o valor das configurações está na parte de baixo da tela. Seria natural que, clicando em cada um deles, você pudesse ter acesso para alterá-los. Isso não acontece; ao clicar sobre eles (e em outros pontos da tela), apenas o foco é ajustado. A Lumix DMC-GF5K possui boas ferramentas, mas peca muito na usabilidade. Isto é, ela é uma câmera com muito potencial, mas que acaba sendo, na verdade, bastante frustrante para o uso.

Vale a pena?

Análise: Panasonic Lumix DMC-GF5K (Fonte da imagem: Divulgação/Panasonic)

Se você está procurando uma mirrorless e colocou a Lumix DMC-GF5K na lista de possibilidades, a verdade é que existem modelos melhores na mesma faixa de preço. A NX1000, da Samsung, por exemplo, é uma câmera fácil de usar, leve e pequena e que custa mais ou menos o mesmo.

O problema, na verdade, é que câmeras mirrorless ainda não são um investimento lucrativo no Brasil. Aqui, os preços chegam a 2.500 reais, valor com o qual você pode comprar uma máquina dSLR melhor e com mais opções de lente, por exemplo. Se você vai trazer de fora, no entanto, este valor é bastante diminuído.

A qualidade de imagem da Lumix DMC-GF5K é boa, vale a pena, porém não se destaca a ponto de que isso consiga fazer você se esquecer de que ela é tão pesada e desconfortável. Ela não é uma câmera ruim, mas é importante que você teste outros modelos e outras marcas antes de comprar este equipamento, já que muitos detalhes podem fazer com que você reconsidere a sua decisão.



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