Especial: a casa do futuro

Robôs, máquinas que preparam o seu almoço, balcões inteligentes e uma central informatizada de tudo que está na sua casa. Coisa de desenho animado? Talvez não.
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Por Luísa Barwinski em 25 de Maio de 2009

Muita gente tenta imaginar como será a sociedade, os ambientes e acima de tudo, os objetos do futuro. Entretanto, é difícil fazer previsões sem que exista um denso estudo científico por trás disso tudo. Mas se você quiser brincar de pesquisador ou cientista, pode fazer o processo inverso: perguntar aos seus avós como eram as coisas quando eles tinham a sua idade e fazer a comparação entre as épocas. Assim, você já pode começar a projetar como o mundo irá se comportar daqui a vinte ou trinta anos.

Provavelmente seus avós vão dizer que as casas tinham aparelhos de rádio em um lugar de destaque na sala; e que durante a noite – o que para nós hoje é considerado “o final da tarde” – todos se reuniam em volta do rádio para ouvir as notícias, programas de auditório e as saudosas radionovelas. As geladeiras tinham a mesma aparência e seus avós vão contar que às vezes levavam choques ao tocar na porta. Forno de microondas? Isso sim era coisa do futuro! Até a década de 1980, período em que esta tecnologia inundou os lares do mundo, as pipocas eram feitas em panelas.

Até o surgimento da televisão, o rádio era a grande mania!

Agora, mude um pouco o exercício. Pergunte aos seus pais se as décadas de 1970 e 80 não foram duas das melhores para se ouvir uma banda de rock. No tempo em que as guitarras elétricas arrancavam solos desconcertantes, mais e mais jovens compravam fitas cassete para gravar seus ídolos. É da década de 80 o filme “De volta para o futuro” traz algumas especulações futuristas  exageradas para as pessoas. Skates voadores e aparelhos de fax espalhados por toda a casa não se parecem muito com o que podemos afirmar para 2015. Mas, em 1985, ano de lançamento do filme, o aparelho de fax era o objeto tecnológico mais avançado que alguém poderia sonhar em ter em casa.

 

 

Antes disso, durante a década de 1970, um desenho animado criado em 1962 fez uma geração inteira ter um gostinho do que seria o futuro. A família Jetson vivia em um futuro em que as pessoas fariam pouquíssimo ou nenhum esforço para realizar tarefas cotidianas tais como fritar ovos, pintar as unhas, esteiras rolantes pela casa e a sempre alerta Rosie, robô doméstico da família. Entretanto, alguns pontos são bastante falhos nesta projeção. O desenho pretendia mostrar como seria a vida de uma família em 2062 – exatos cem anos da criação dos Jetsons.

 

 

Contudo, os carros “voadores” que George Jetson tão futuristicamente dirigia já é possível, porém não da maneira como o desenho mostrava. Vias magnéticas já são possíveis, e para transitar sobre elas, haveria carros com ímãs. Assim, os pólos opostos iriam se repelir fazendo com que o carro deslize sobre a rua. Alternativas assim são muito mais ecológicas e oferecem maior qualidade de vida.

Algo que nem os Jetsons, nem o Prof. Emmet Brown do filme “De volta para o futuro” puderam prever ou até não fosse assunto tão corriqueiro para a época, é a discussão gerada em torno da proteção ambiental. Entretanto, a Microsoft e outros institutos de pesquisa já começam a apostar suas fichas em casas que possuam centrais para o controle de gastos de energia e formas de alternativas  originadas de maneira que as agressões ao meio ambiente sejam reduzidas.

Entretanto, essas mudanças todas podem estar muito perto de você e quando se der conta, já estará imerso em um mundo diferente. Mas, algumas dessas vantagens só seriam aproveitadas como devem pelos nossos netos e bisnetos.  Como não custa sonhar, o Baixaki pesquisou tendências de produtos, arquitetura e projeções de futurólogos profissionais e até mesmo daqueles que gostam de fazer especulações sobre como será a Casa do Futuro.


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