A Segunda Guerra Mundial foi um dos eventos históricos que mais marcaram o século passado e, por mais que muitas tragédias tenham acontecido, houve um grande avanço tecnológico na época. Afinal, o desenvolvimento militar muitas vezes impacta na tecnologia cotidiana, como a internet e o GPS, por exemplo.

Neste pequeno artigo, listaremos 10 aeronaves experimentais que surgiram na década de 40 por conta da guerra, que vão desde designs estranhos a modelos que seriam utilizados no futuro. Se você está procurando por modelos que se parecem com OVNIs, você pode conferir esta outra lista. Dê uma olhada abaixo:

1 – Blackburn B-20

Durante a Segunda Guerra Mundial, muitas operações especiais dependiam de ambientes aquáticos, como rios ou mares. Contudo, grande parte dos aviões eram pequenos demais para as funções designadas a eles. Por conta disso, a Blackburn Aircraft Company, uma montadora britânica, resolveu criar o B-20, o primeiro cargueiro flutuante.

A fuselagem do veículo era capaz de afundar sob a água para se adaptar ao ambiente, algo que se normalizava durante a decolagem do modelo experimental. Entretanto, um acidente com o projeto (que gerou mortes na tripulação) fez com que a empresa desistisse da ideia e voltasse a fabricar outras aeronaves convencionais.

2 – Ryan FR Fireball

Esse projeto é interessante por ser um dos primeiros aviões a misturar motores de hélice com os de propulsão a jato. A ideia não era nova, pois já existia o modelo P-59, mas ele não era muito bom e também não conseguia ser melhor que os caças convencionais da época. Portanto, por que misturar os dois sistemas?

O grande problema é que o exército americano achava muito perigoso depender de motores a jato para realizar operações especiais, principalmente em decolagens e pousos. Por conta disso, o funcionamento tradicional, ou seja, de hélices, ainda era mantido no projeto.

O FR Fireball entrou no campo de batalha em março de 1945, mas nunca enfrentou uma briga de verdade, pois logo a primeira geração de jatos deu as caras. Apesar de ter um baixo desempenho, a aeronave foi importante para os passos iniciais rumo a novas tecnologias.

3 – Blohm & Voss BV 238

Está na hora de falar um pouco da tecnologia alemã também. Conhecido como o maior avião (ou navio) da Segunda Guerra Mundial, este cargueiro gigantesco foi concebido originalmente para transporte no ar e na água, mas se provou ser um excelente bombardeiro. O projeto foi criado pela Blohm & Voss, a responsável por grande parte dos barcos da Luftwaffe.

Infelizmente (ou felizmente), alguns caças Mustang acabaram com a graça dos alemães durante uma patrulha na qual eles encontraram o BV 238 e o alvejaram. Os engenheiros tentaram salvar o que havia restado da fuselagem, mas ela logo afundou no lago Schaal.

4 – Flettner Fl 282

Quando pensamos em helicópteros, imaginamos guerras futuras, como a do Vietnã, que ocorreu entre as décadas de 60 e 70. Contudo, os alemães já pesquisavam sobre o impulso vertical desde os anos 40, sendo um dos pioneiros na tecnologia. A aeronave teve uma grande vantagem sobre os aliados, pois ela seguiu na contramão enquanto todos os inimigos apostavam na propulsão a jato na época.

O Fl 282 foi o primeiro projeto a dar certo e contava com duas hélices superiores, que giravam para lados opostos e eram precisamente sincronizadas para não colidirem uma com a outra. O design era muito simples e não se parecia nada com os modelos de combate atuais, que contam com um rotor traseiro.

A Luftwaffe ficou extremamente impressionada com o trabalho dos engenheiros alemães e encomendou mil unidades do Flettner Fl 282. Todavia, eles só ficaram prontos em 1944, quando a Alemanha já estava na defensiva.

5 – Kyushu J7W

Já passamos por modelos americanos, britânicos e alemães. Agora, é hora de falar deste avião japonês futurista. Esta pequena aeronave, chamada de Kyushu J7W, teve um design inovador e arrojado, mas pouco funcional. A ideia era utilizar este protótipo para destruir os bombardeiros B-29 dos americanos com um veículo extremamente rápido e ágil para manobras.

Entretanto, o projeto tinha sérios problemas com superaquecimento e nunca chegou a entrar em batalha. Os obstáculos só foram superados depois da guerra, quando as diversas unidades já haviam sido produzidas pelo Império japonês e estavam enferrujando nos hangares.

6 – Heinkel He 100 e He 113

O modelo Bf 109 foi um dos principais aviões da Segunda Guerra e um dos melhores caças das forças alemãs. Contudo, com o desenrolar do conflito, os engenheiros alemães precisavam de algo ainda melhor, então desenvolveram o He 100, um avião extremamente rápido e poderoso que chegou até mesmo a quebrar o recorde de velocidade de sua categoria na época.

Contudo, por algum motivo desconhecido, o projeto não foi para frente. Não há documentos suficientes que expliquem o porquê de o exército nazista priorizar e aprimorar o antigo Bf 109, mas o He 100 nunca viu um combate de verdade, servindo apenas de propaganda para amedrontar as forças aliadas. Posteriormente, surgiu o He 113, que não passava de uma versão repintada do 100 para enganar os inimigos.

7 – Fisher P-75 Eagle

Durante o começo da Segunda Guerra, a aviação alemã detinha a melhor tecnologia que existia na época. Por conta disso, os caças americanos tinham desvantagens nos confrontos aéreos, algo que forçou os engenheiros a buscarem novas soluções. Uma delas foi o V-3420, que misturava dois motores V-1710.

Posteriormente, diversos projetos foram unidos em um só, juntando peças sobressalentes de diversas aeronaves experimentais. Apesar de ser um excelente avião na teoria, na prática era diferente. Afinal, agrupar diversos componentes nem sempre é uma boa ideia.

8 – Bereznyak-Isayev BI-1

Este avião soviético pode ser um dos mais inovadores desta lista. Desde 1930, os russos queriam uma aeronave semelhante a um foguete e que alcançasse velocidades incríveis. Durante a Segunda Guerra, esse projeto começou a ver a luz do dia, mas Stalin o vetou em 1941. Apenas depois da invasão alemã é que o governante autorizaria a construção de um primeiro protótipo.

Porém, havia um grave problema: mesmo sendo “guinchado” por um bombardeiro até o céu, a aeronave só podia manter 15 minutos de voo, algo que a tornava bem inútil. Apesar de ter recebido diversos aprimoramentos, o avião era simplesmente muito rápido, mas não aguentava velocidades Mach 1 (velocidade supersônica), se desfazendo com o atrito.

9 – Junkers Ju 390

Durante a Segunda Guerra, as forças aéreas americana e britânica contavam com muitos bombardeiros de longa distância que dizimavam as instalações alemãs. Entretanto, apenas depois de muito tempo a Alemanha pensou em revidar com aviões pesados, o que foi um equívoco. Errado ou não, a Luftwaffe criou o “America Bomber”, também conhecido como Ju 390.

A ideia era criar uma aeronave capaz de atravessar o oceano Atlântico e dizimar o território americano, pois toda a guerra estava concentrada em território europeu, enquanto as terras dos Estados Unidos se mantinham intactas. O avião tinha seis motores e era extremamente parrudo, mas, como muitos outros, foi desenvolvido na época errada.

Em 1944, o exército alemão já estava na defensiva e não podia investir em projetos de ofensiva. Portanto, apenas um teste foi realizado, no qual ele viajou da Alemanha até a África do Sul. Algumas teorias da conspiração apontam que ele pode ter viajado até a Argentina no final da guerra, trazendo muitos comandantes e armas secretas.

10 – Northrop N-9M

Esta aeronave em forma de bumerangue (que se parece muito com um N-1 Fighter de Star Wars na versão laranja) foi criada nos anos 40 por uma companhia chamada de Northrop, que recebeu investimento do governo americano. A ideia era ter um bombardeiro leve e veloz que pudesse fazer a diferença na guerra.

Chamado de N-9M, o avião se saiu muito bem nos testes. Relatos diziam que era muito difícil se acostumar com a navegação em um primeiro momento, mas, depois da adequação aos controles, ele era excepcional. Contudo, o projeto só foi concluído no final dos anos 40, quando a guerra já havia acabado. Apesar de não ter sido utilizado, ele foi usado como base para o bombardeiro stealth B-2.