Os 8 aeroportos mais perigosos do mundo

Aperte os cintos e conheça os lugares menos indicados para pousos e decolagens.
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Por Nilton Kleina em 24 de Janeiro de 2012

Os 8 aeroportos mais perigosos do mundo O Princess Juliana Internacional Airport é vizinho de uma praia. (Fonte da imagem: Luigi Maccio / Airliners.net)

Você tem medo de andar de avião? Sentir aquele frio na espinha, olhar pela janela e ver que está na altura das nuvens ou pensar em acidentes durante toda a viagem são situações comuns de quem não gosta desse meio de transporte, mas existe outro fator envolvido aí: o aeroporto.

Estamos acostumados a ver grandes construções cheias de portões de embarque, funcionários e linhas desenhadas no chão para indicar o caminho dos aviões e sistemas de segurança carregados de tecnologia para impedir acidentes, mas nem todos os aeroportos do mundo são assim: alguns contam com estruturas tão precárias que é melhor pensar duas vezes antes de planejar suas férias.

Qualquer erro pode ser fatal

O Juancho E. Yrausquin Airport é só para pilotos experientes. Localizado na pequena ilha de Saba, que faz parte das Antilhas Holandesas, o local está sempre presente na lista dos aeroportos mais perigosos do mundo – e com muita justiça.

A pista tem apenas 400 metros de comprimento e começa e termina em um penhasco, já que o aeroporto foi construído em um dos morros mais altos da ilha. Alguns metros mal calculados podem resultar em uma queda fatal, já que o lugar não possui nenhuma grade de segurança para separar o avião do oceano.

Olha a cabeça!

O Princess Juliana Internacional Airport fica em Saint-Martin, outra ilha das Antilhas Holandesas. É o segundo aeroporto mais movimentado de todo o Caribe, contando até com uma linha para São Paulo – além de ser um verdadeiro teste cardíaco para os turistas.

A estrutura do aeroporto não está caindo aos pedaços, mas nem por isso o medo é menor: por ter uma pista de uma distância extremamente curta e ser próximo demais das praias paradisíacas do local, é comum ver aviões sobrevoando a muito menos de 2 mil metros de altitude, perigosamente próximos dos banhistas. Apesar de receber até Boeings 747, nenhum acidente grave foi registrado no local.

Na Idade da Pedra

O escocês Barra Airport parece ter parado no tempo. É um dos únicos do mundo localizados dentro de uma praia, com a pista de decolagem sendo unicamente de areia. Ele oferece alguns obstáculos nada tecnológicos para quem se aventura por lá: as pistas são diferenciadas por estacas de madeira e escolhidas de acordo com a direção do vento, por exemplo.

À noite, por falta de iluminação, ele deixa de funcionar, servindo apenas para pousos arriscados de emergência. Nessa hora, só as luzes dos próprios aviões servem como guia. Além disso, quando a maré está alta, todas as três pistas ficam totalmente submersas – e impróprias para uso até que a natureza resolva colaborar.

Cuidado: avião aterrissando

Considerado o mais perigoso da Europa, o Gibraltar Airport é usado mais frequentemente pela Força Aérea Real, a divisão aeronáutica do Reino Unido. Assim como a península, o aeroporto mistura uma arquitetura antiga com trechos modernos, mas é a localização da pista que o torna tão peculiar.

Ela corta uma das avenidas mais movimentadas da cidade, a Winston Churchill. Quando um avião vai aterrissar, a rua é totalmente bloqueada, como se fosse uma ponte que se eleva durante a passagem de um navio. Mas lá não é o meio do oceano: a distância para a cidade é de cerca de 500 metros. Quem mora por lá diz que não é tão perigoso assim, mas é melhor não arriscar, não é mesmo?

Neve, velocidade e inclinação

Nenhum pouso é totalmente tranquilo – mas o de Courchevel, na França, é um exagero na dificuldade. Construído em uma área de esqui, o aeroporto conta com uma pista pequena (525 metros), neve que frequentemente invade o trecho asfaltado e uma inclinação que pede freios e aceleradores potentes na hora de sair ou chegar ao chão.

Sinta o drama: no pouso, o piloto precisa acelerar já em terra firme para vencer a inclinação da pista e imediatamente frear para não sair dela novamente. O local foi até cenário para o filme “007 – O Amanhã Nunca morre”, estrelado por Pierce Brosnan.

Tensão pré-Everest

Você acha difícil subir o Monte Everest, com seus 8.848 metros de altitude? Antes de encarar a subida pelo lado mais usado na escalada, os alpinistas têm um desafio ainda mais complicado: chegar em segurança ao Tenzing-Hillary Airport, em Lukla, no Nepal.

Nomeado a partir dos dois primeiros homens a subirem a montanha, o aeroporto começa oferecendo dificuldades geográficas (é totalmente cercado por morros) e climáticas (muita neblina e ventos fortes). Já o final da pista é uma queda de quase 3 mil metros – e não é difícil encontrar pessoas ou animais circulando por lá.

A pavimentação é recente e apenas aeronaves leves ou helicópteros conseguem chegar ao topo – onde tudo fica por conta do piloto, já que não há sinalização terrestre. Além das dificuldades, ao contrário de vários outros exemplos, acidentes são bem frequentes no local.

Nem os gigantes escapam

Quando o assunto é a falta de segurança em aeroportos, nem os Estados Unidos ficam de fora. Trata-se do OHare International Airport, em Chicago, considerado o mais perigoso do país – até agora, foram 1.057 ocorrências dentro dele ou nas proximidades. Ele ainda é recordista na estatística de “acidentes em potencial”, que registra aeronaves passando muito perto umas das outras ou quase colidindo com prédios próximos.

Construído na década de 1940, quando esse meio de transporte ainda não era tão usado, o O’Hare tem estrutura para receber poucas aeronaves por vez em suas sete pistas – o contrário do que ocorre atualmente, quando se forma um “congestionamento” de aviões. Mais de 10 bilhões de dólares serão gastos para modernizar a estrutura e os aparelhos de segurança do local até 2014.

Segurando a respiração

Honk Kong é conhecido por seus arranha-céus e pelo Kai Tak Airport, um dos locais mais difíceis de realizar pousos em todo o mundo. Fechado desde 1998 e substituído por um aeroporto mais seguro, ele é considerado até hoje um desafio exclusivo para os pilotos mais destemidos.

Quem estava no comando era obrigado a fazer uma curva brusca para a direita a uma altitude de 700 pés (200 metros) para pousar, o que deixa o veículo muito próximo de ruas, placas de publicidade e prédios cheios de gente. Para ajudar, um sinal vermelho e branco foi instalado em um morro local para avisar sobre a manobra – o que não impediu acidentes ou deslizes de vez em quando, como mostra o vídeo acima.



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