O sonho do homem em se deslocar através de grandes distâncias em pouco tempo e com baixos custos é o principal causador do desenvolvimento tecnológico que nos deixa cada vez mais perto de atingir a perfeição em termos de transporte de pessoas.

E para a alegria dos viajantes, a Lockheed Martin – empresa americana de tecnologia aeroespacial, de defesa e segurança – afirmou haver uma grande possibilidade de podermos viajar acessivelmente a mais de 6 mil quilômetros por hora em até sete anos.

Segundo a companhia, será possível produzir jatos hipersônicos capazes de realizar viagens tripuladas a uma velocidade de cinco a seis vezes maior que a do som em torno do ano de 2023. Eles deverão aos poucos substituir as aeronaves comuns que conhecemos hoje em dia, que não chegam nem perto dos 1.236 km/h com os quais as ondas sonoras se locomovem.

Em busca de altas velocidades

Conforme foi informado por Marillyn A. Hewson, presidente e CEO da Lockheed Martin, a empresa está dobrando os esforços para que isso aconteça: “A Lockheed Martin continua a investir em tecnologias de propulsão e materiais avançados necessários para atingirmos velocidades hipersônicas. Agora, estamos produzindo uma configuração aerodinâmica controlável capaz de operar com estabilidade desde a decolagem, passando por velocidades subsônicas, transônicas, supersônicas e hipersônicas até atingir Mach 6”.

Até 2023 poderemos fazer uma viagem de São Paulo até Nova York em pouco mais de uma hora

Desde 2015 que temos informações sobre a produção de veículos supersônicos pela Lockheed Martin. Engenheiros da empresa já relataram testes com aeronaves capazes de viajar a mais de 23 mil quilômetros por hora, o que permitiria o cruzamento do Oceano Pacífico em menos de duas horas.

É claro que esses projetos ainda são absurdamente inviáveis financeiramente para funcionar como nave de transporte de passageiros, mas até 2023 poderemos fazer uma viagem de São Paulo até Nova York em pouco mais de uma hora.

Viagens de avião a mais de 6 mil km/h: será possível? Comente no Fórum do TecMundo