Depois que Plutão foi “rebaixado” para planeta anão após cerca de 50 anos servindo como integrante oficial do nosso sistema solar, os astrônomos estão tomando todos os cuidados para não disparar nenhum alarme falso a respeito de um possível substituto para o posto. No entanto, parece que realmente há um astro capaz de ocupar a vaga em um futuro próximo. Quem compartilhou a existência de evidência de um novo nono planeta foi Mike Brown, exatamente um dos cientistas que advogaram pela nova categoria de Plutão.

Junto de um de seus colegas de ofício, Konstantin Batygin, Brown já havia indicado no final de janeiro que poderíamos ter um novo membro da família da qual a Terra faz parte. A probabilidade de um corpo celeste bastante interessante foi levantada com base em movimentações peculiares dentro do Cinturão de Kuiper. Após mais alguns meses de pesquisa, aparentemente, a comunidade científica recebeu dados que fazem essa presença misteriosa no nosso sistema ganhar ainda mais força.

Para compartilhar a informação com o resto de nós, meros mortais, Brown foi ao Twitter – rede na qual usa o apelido “plutokiller” (algo como “matador de plutão”) – e postou a imagem de um slide produzido pelo SETI. A figura mostra que um KPO (Kuiper Belt Object) teve sua rota alterada por alguma coisa com uma grande massa em sua proximidade. A descoberta feita através do Telescópio Canadá-França-Havaí – instalado em uma ilha havaiana a 4,2 mil metros acima do mar – mostra que essa presença está mais uma vez próxima da região detectada pelos astrônomos anteriormente.

“Ei, fãs do Paneta Nove, um novo KPO excêntrico foi descoberto. E está exatamente onde o Planeta Nove indicou que ele estaria”, escreveu no tweet da foto o badalado cientista. Adicionalmente, Brown afirmou que, com a novidade, a probabilidade de o suposto novo planeta ser um mero erro de cálculo cai para menos de 0,001%. Mesmo com o clima festivo, deve demorar um bocado até que a oficialização de um nono planeta seja feita, uma vez que não é nada fácil provar de forma definitiva a existência de um grande astro que orbita o Sol, para além de Netuno, a cada 10 mil anos mais ou menos.

Fica a torcida para que o tal novo amiguinho do sistema solar não seja o “Planeta 9” descrito pelo escritor e arqueólogo Zecharia Sitchin. Afinal, está longe de ser agradável a descoberta de um planeta que tem como destino se chocar com a Terra, não é?

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