Somente 10% das pessoas consideraria ter a Apple como instituição bancária

CEO da empresa de pesquisas KAE afirma que a companhia de Cupertino tem potencial para mudar totalmente a forma como lidamos com nosso dinheiro.
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Por Felipe Gugelmin em 23 de Março de 2012

Somente 10% das pessoas consideraria ter a Apple como instituição bancária (Fonte da imagem: Reprodução/BGR)

Embora não haja qualquer previsão de que a Apple vá abandonar o mundo da tecnologia ou começar a investir em outras áreas, a empresa de pesquisas Toluna parece pensar que esse não é bem o caso. A mando da KAE, a companhia perguntou a 5 mil pessoas o que elas pensariam de usar a organização da Maçã como instituição bancária preferencial.

Somente 10% dos entrevistados respondeu que teriam segurança em deixar a empresa de Tim Cook lidar com seu dinheiro, enquanto o resto descartou a ideia completamente. Das 500 pessoas que mostraram entusiasmo com a ideia, 81% delas são descritas como consumidores ávidos por novas tecnologias — que costumam realizar operações financeiras através do meio online.

Além disso, 43% das pessoas que disseram sim à questão já possuem alguma espécie de produto Apple, afirmando que confiam muito na empresa a ponto de deixá-la gerenciar suas contas bancárias. Segundo David Ranking, diretor da KAE, caso a empresa entrasse no segmento, não demoraria muito para se tornar uma das instituições bancárias mais lucrativas do mundo.

Empresa de impacto

Segundo o CEO da KAE, Lee Powney, a empresa de Cupertino causaria um grande impacto no mundo dos bancos, devido à grande quantia de dinheiro que possui em suas contas. Ele afirma que uma decisão do tipo não seria questão de uma simples transição de modelo de negócios, já que a companhia da Maçã é conhecida por quebrar as regras de todos os mercados nos quais decide participar.

Recentemente, a Apple divulgou que possui US$ 98 bilhões em caixa, o que lhe dá um poder de negociação sem igual no mundo da tecnologia. Segundo Tim Cook, CEO da companhia, US$ 45 bilhões vão ser usados na recompra de ações e no pagamento de dividendos, atitudes que devem ajudar a acalmar a pressão dos investidores.



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