Análise: Motorola RAZR HD [vídeo]

Testamos o primeiro smartphone do mercado a ter compatibilidade com a tecnologia 4G brasileira.
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Por Felipe Gugelmin em 23 de Janeiro de 2013

Comercializado pela Motorola como o primeiro smartphone compatível com a rede 4G brasileira, o RAZR HD faz parte da linha de aparelhos de alto desempenho da companhia. Acompanhado por um processador dual-core e um acabamento único em Kevlar, o dispositivo é um concorrente direto de nomes como o iPhone 5 e o Galaxy S3.

O Tecmundo teve acesso ao aparelho e traz para você uma análise completa de todas as suas características. Confira nossas impressões e, após a leitura, deixe sua opinião sobre o gadget em nossa seção de comentários.

Características técnicas

  • Sistema operacional Android 4.1.2 (Jelly Bean);
  • Display Super AMOLED de 4,6 polegadas com resolução 1280x720 pixels;
  • Processador dual-core Snapdragon S4 Plus de 1,5 GHz;
  • 1 GB de memória RAM;
  • 16 GB de capacidade interna de armazenamento (12 GB disponível para uso), expansível com cartões SD de até 32 GB;
  • Câmera fotográfica de 8 megapixels;
  • Câmera frontal de 1,3 megapixels;
  • Peso de 146 gramas;
  • Acompanha cabo HDMI, cabo USB e fone de ouvido;
  • Preço médio de R$ 1.899 (aparelho desbloqueado)

Aprovado

Design competente

Apesar de o design quadrado do RAZR HD dar a impressão de que ele é um smartphone grande, basta usá-lo durante alguns momentos para comprovar o quanto ele é confortável. O acabamento em Kevlar, combinado com laterais em alumínio, passa a sensação de que o aparelho é realmente resistente e que não vai ser uma pequena queda que será capaz de destruí-lo.

Análise: Motorola RAZR HD [vídeo] (Fonte da imagem: Divulgação/Motorola)

Mesmo contando com uma extensa tela de 4,6 polegadas, em nenhum momento se torna difícil alcançar os elementos mostrados pelo visor do dispositivo (problema comum no Galaxy S3). Ao todo, o produto conta com três botões físicos discretos (localizados ao lado esquerdo da tela), que podem ser facilmente manuseados com somente um dedo — já a navegação pelos softwares é feita através de três botões virtuais que sempre são exibidos em destaque na parte inferior do display.

Mesmo quem está acostumado ao formato de smartphones como o iPhone não terá dificuldades em se adaptar ao tamanho do RAZR HD. Problemas devem surgir somente para pessoas que possuem mãos pequenas, que em certas ocasiões terão que usar ambas as mãos para realizar certas funções.

Display de qualidade

Contando com 1280x720 pixels de resolução (312 ppi), o display Super AMOLED do RAZR HD chama a atenção por sua qualidade. Os elementos mostrados na tela surgem de forma suave, e a experiência de rodar jogos, filmes ou seriados se prova algo bastante agradável.

Análise: Motorola RAZR HD [vídeo] (Fonte da imagem: Divulgação/Motorola)

Apesar de perder visibilidade em ambientes em que a iluminação incide diretamente sobre o visor do smartphone, a tela do dispositivo oferece uma visualização de qualidade durante a maior parte do tempo. O uso da tecnologia AMOLED garante a exibição de cores vibrantes, algo que, combinado com a retroiluminação competente, oferece uma boa experiência independente da atividade que está sendo realizada.

Android atualizado

Embora o smartphone da Motorola venha equipado de fábrica com a versão 4.0.4 do Android (Ice Cream Sandwich), a atualização para a versão 4.1.2 (Jelly Bean) já foi disponibilizada no Brasil. Além de garantir um melhor desempenho para o aparelho, a versão atualizada do sistema operacional traz a compatibilidade com a maior parte dos aplicativos disponíveis na Play Store.

Análise: Motorola RAZR HD [vídeo] (Fonte da imagem: Divulgação/Motorola)

Apesar de ainda optar pelo uso de uma interface própria que roda em cima da plataforma da Google, a fabricante foi sábia ao realizar somente uma quantidade mínima de mudanças. Exemplo disso é o menu de configuração que surge ao arrastar a tela principal do smartphone para a direita, através do qual é possível ajustar rapidamente as opções de conectividade do aparelho.

Ao optar por uma versão mais “pura” do Android, a Motorola consegue entregar uma interface que se mostra bastante simples e intuitiva de usar. É bastante difícil criticar o aparelho nesse sentido, já que acessar suas configurações é um processo simples, e é difícil testemunhar os problemas de transição existentes na famigerada interface Motoblur.

Ótimo desempenho

Para testar o desempenho do Motorola RAZR HD, nos baseamos na pontuação obtida pelo programa no software Quadrant Standart Edition. Para tornar os resultados mais próximos daqueles obtidos por um smartphone utilizado normalmente, adicionamos vários aplicativos ao produto e deixamos suas conexões de rede ligadas.

Análise: Motorola RAZR HD [vídeo] (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Os testes revelam que o aparelho apresenta desempenho bastante semelhante ao do HTC One X, superando por pouco o apresentado pelo ASUS Nexus 7. Já quando comparado ao Samsung Galaxy S3, a diferença nos resultados é grande — possivelmente devido ao fato de o smartphone possuir um processador quad-core.

Na prática, dificilmente você terá algo a reclamar em relação ao desempenho do Motorola RAZR HD. O aparelho realiza sem qualquer problema tarefas cotidianas, como navegar pela internet, chegar o Twitter ou fazer check-ins usando o sistema do Foursquare. Da mesma forma, o aparelho roda muito bem qualquer jogo disponível atualmente, incluindo o popular (e pesado) Dead Trigger.

Bateria duradoura

Outro quesito no qual o RAZR HD não decepciona é na duração de sua bateria. Durante um dia de uso normal, envolvendo o uso constante de conexões Wi-Fi e 3G, o aparelho chegou à noite com aproximadamente 65% de sua carga intacta — valor bastante aceitável para um produto de alto desempenho.

Análise: Motorola RAZR HD [vídeo] (Fonte da imagem: Divulgação/Motorola)

Vale notar que o consumo de bateria continua sendo bastante intenso durante a realização de atividades como reproduzir jogos pesados ou filmes — um seriado com uma hora de duração costuma consumir 10% da carga total. Embora isso signifique que você vai conectar o aparelho à tomada diariamente, dificilmente você se verá obrigado a levar um carregador para todo lado com medo de que a bateria chegue ao seu final a qualquer momento.

Câmera versátil

Contando com um sensor de 8 megapixels, a câmera fotográfica do RAZR HD se mostra bastante completa para o uso cotidiano. Além de contar com uma grande variedade de efeitos especiais (contando com o modo HDR), o software se destaca por permitir a captura de imagens panorâmicas de alta qualidade.

Análise: Motorola RAZR HD [vídeo]Ampliar (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Vale levar em conta o fato de que as imagens capturadas dificilmente vão se comparar com aquelas obtidas por um equipamento profissional. Porém, caso sua intenção seja somente registrar momentos importantes e compartilhá-los em redes sociais como o Facebook e o Instagram, dificilmente haverá um momento em que o resultado obtido vai decepcioná-lo.

Reprovado

Nada de bateria removível

Uma característica que tem se espalhado entre os aparelhos Android modernos também marca presença no RAZR HD. Provavelmente para não prejudicar o acabamento do produto, a Motorola optou por não oferecer aos consumidores a opção de remover a bateria do smartphone.

Análise: Motorola RAZR HD [vídeo] (Fonte da imagem: Divulgação/Motorola)

Além de impedir que você a troque por contra própria, isso também se mostra um obstáculo nos casos em que o sistema operacional trava. Caso você não saiba fazer o “soft reset” do produto (segurar a tecla Power e o botão para baixar o volume de maneira simultânea), provavelmente vai ter algumas dores de cabeça caso o dispositivo decida parar de funcionar em algum momento.

Vale lembrar que, embora algumas fabricantes sigam a tendência de não oferecer o removimento da bateria, esse não é exatamente o padrão do mundo Android. Exemplo disso é o popular Samsung Galaxy S3, que além de oferecer a possibilidade de remover o componente, também dá aos clientes a opção de investir em acessórios capazes de ampliar o tempo durante o qual o aparelho pode ser usado.

Restauração perigosa

Durante os testes do Razer HD, nos deparamos com um problema comum que tem tudo para fazer muitas pessoas desistirem de seus aparelhos. Caso você atualize o smartphone para a versão 4.1.2 do Android, optar por restaurar suas configurações às especificações de fábrica pode ter resultados bastante desagradáveis.

Análise: Motorola RAZR HD [vídeo] (Fonte da imagem: Divulgação/Motorola)

Após apagar seus dados pessoais, o aparelho exibe o ícone do Android indicando que o sistema operacional está sendo restaurado. Porém, essa operação inevitavelmente falha, dando a impressão de que o aparelho está estragado, já que se torna impossível ligá-lo normalmente.

Para resolver o problema, foi necessário realizar a restauração do dispositivo através de seu sistema de boot (opção acessada apertando e segurando os três botões físicos do gadget durante 20 segundos). Embora depois do procedimento o produto tenha voltado a funcionar corretamente, é preciso realizar novamente a mesma ação toda vez que o dispositivo é desligado ou restaurado novamente.

Vale a pena?

Independente de seu objetivo, dificilmente o RAZR HD vai decepcioná-lo como smartphone. Além de se portar bem em atividades cotidianas, o dispositivo se mostra uma boa opção para quem deseja reproduzir arquivos multimídia ou pretende jogar algum dos títulos mais exigentes disponíveis atualmente para a plataforma Android.

Embora em uma análise técnica o dispositivo não se compare a concorrentes como o Galaxy S3, na prática é difícil sentir uma grande diferença entre eles. A seu favor, o dispositivo da Motorola tem a vantagem de acompanhar um cabo capaz de conectá-lo a uma televisão com entrada HDMI — algo que falta ao produto da Samsung.

Em resumo, o RAZR HD é um dispositivo completo, que se destaca tanto por possuir uma versão bastante recente do Android quanto pela sua habilidade de lidar com diferentes aplicativos e situações. A única crítica real deve ser feita quanto aos problemas que ele apresenta durante sua restauração, que têm potencial para estragar completamente a experiência de uso de consumidores que não sabem como ativar seu modo de boot.



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