Análise: Razr i [vídeo]

O smartphone intermediário da Motorola chega com toda a força ao mercado brasileiro.
  • Visualizações55.876 visualizações
Por Caroline Hecke em 4 de Dezembro de 2012

Lançado há pouco mais de um mês no Brasil, o Razr i da Motorola está chamando a atenção do público: com preços competitivos, processador Atom de 2 GHz e Ice Cream Sandwich de fábrica, o aparelho está posicionado no mercado como uma boa opção para quem procura um Android potente e que não custe tanto quanto os tops de linha.

A equipe do Tecmundo colocou as mãos no aparelho para descobrir se ele é mesmo tudo isso que promete. Agora, você vai descobrir se vale a pena investir no Razr i para este Natal ou se é melhor fugir dele.

Aprovado

Análise: Razr i [vídeo] (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Android Ice Cream Sandwich

O Razr i conta com a versão 4.0 do Android (ICS) instalada de fábrica, o que é uma ótima notícia. Mas, para quem se preocupa em estar sempre atualizado, a Motorola ainda garante a atualização do sistema para o Jelly Bean. Pensando no sistema operacional, são muitos pontos para a Motorola.

Display

O contraste da tela Super AMOLED do Razr i chama a atenção e faz com que todas as cores no aparelho pareçam bastante vivas. Sua resolução de 960x540 qHD (um quarto de Full HD) é uma boa opção para um aparelho intermediário.

O resistente Gorilla Glass garante que seu aparelho não fique marcado com qualquer esbarrão, e isso faz com que a tela do Razr i seja quase indestrutível. Além disso, as 4,3 polegadas de tela, que conta com bordas muito finas, garantem uma visualização melhor para jogos, imagens e vídeos.

Um celular à prova de balas

O Razr i não é tão forte a ponto de barrar um disparo, mas a parte traseira dele é tão resistente que pode aguentar até mesmo as batidas e arranhões mais fortes. A parte com aspecto emborrachado é construída com Kevlar, um polímero tão resistente que é utilizado na fabricação de coletes à prova de balas.

Análise: Razr i [vídeo] (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Você pode ficar tranquilo sabendo que alguns elementos, como as laterais em alumínio e o Gorilla Glass, dificilmente terão um aspecto de desgaste, mesmo com bastante tempo de uso. Mas não se impressione: algumas partes do aparelho demonstram fragilidade, mas você saberá mais sobre isso logo abaixo, nos aspectos negativos do Razr i.

Suas fotos em menos de um segundo!

O Razr i traz em sua lateral um botão de disparo. Mesmo que seu aparelho esteja bloqueado, basta selecionar o comando para fazer uma foto. O acesso rápido à câmera faz com que o Razr i se destaque entre os aparelhos com Android disponíveis no mercado atualmente.

Análise: Razr i [vídeo] (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Além disso, a velocidade com que a câmera do Razr i trabalha também não deixa a desejar. No modo de disparo sequencial, o smartphone faz mais de 10 disparos em apenas um segundo. Quando o objeto de sua foto estiver em movimento, a opção é uma das melhores formas de garantir bons cliques!

NFC

Embora a tecnologia NFC ainda não faça parte do dia a dia do brasileiro, contar com um gadget com suporte à tecnologia dá pontos extras ao Razr i. Assim, você já vai contar com o sistema assim que serviços comecem a ser oferecidos.

Bateria

Entre os pontos positivos do Razr i, o que mais impressiona é a duração da bateria. Nos testes feitos pelo Tecmundo, o aparelho ficou ligado por mais de 24 horas com uma única recarga. Mas não pense que demos folga para o smartphone: durante todo esse tempo, ele ficou com Wi-Fi, GPS e Bluetooth ativados, além de usarmos o gadget para algumas horas de jogatina, fazer fotos e reproduzir vídeos!

Reprovado

Design

Análise: Razr i [vídeo] (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Enquanto outros aparelhos da Motorola, como o Razr, são extremamente finos, o Razr i deixa muito a desejar nesse aspecto. O gadget tem 8,9 mm em seu lado mais fino, praticamente a mesma espessura do Galaxy Note e sendo ligeiramente maior que o iPhone 5 e o Galaxy S3.

Outro problema no visual do Razr i está em sua parte traseira: o gadget conta com uma parte em Kevlar, recorte superior em vidro e laterais em alumínio pintado. A mistura parece interessante, mas na prática acaba deixando o aparelho com um aspecto não tão harmonioso. A falta de suavidade é destacada pelos desenhos existentes na área emborrachada.

Isso faz com que seja possível notar de longe a diferença entre os materiais do aparelho. Além da resistência, a outra vantagem da parte em Kevlar seria a aderência, mas ela acaba sendo perdida, já que a moldura de metal é mais grossa, fazendo com que o aparelho deslize de qualquer forma.

Análise: Razr i [vídeo] (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

As laterais do gadget têm três parafusos cada, que acabam deixando o acabamento do smartphone um pouco grosseiro. Com o fundo parafusado, o aparelho passa a contar com uma gaveta lateral para a inserção do SIM e cartão SD.

A gaveta não seria problema caso sua abertura não fosse feita por uma haste de plástico, como em aparelhos celulares mais antigos. Além de tudo, o acabamento acaba sendo muito frágil para um aparelho robusto como o Razr i. Caso você não retire seus cartões com frequência, isso não deve ser um problema, mas quem precisa trocar o SIM ou retirar o cartão SD de tempos em tempos pode ter o acabamento destruído em poucos meses.

Processador

Embora o Razr i tenha se saído bem nas jogatinas com games pesados, em testes de benchmark o aparelho deixou muito a desejar. Comparamos o Razr i com um Galaxy Note de primeira geração. O aparelho da Motorola sai em vantagem, com 2 GHz e 970 MB de memória contra 1,4 GHz e 800 MB do Note. No entanto, o processador Atom da Intel, que pela primeira vez aparece em um smartphone, acaba ficando para trás.

Usando o Geekbench 2,  o Razr i obteve 911 pontos no teste, contra 1.318 do Galaxy Note. Mais memória e um processador aparentemente mais potente não foram o bastante para fazer o Razr i ganhar a liderança.

Ou seja: parece que o processador Intel Atom dá conta do recado, mas, com o tempo, o aparelho possivelmente começará a ficar lento. Já é possível perceber uma amostra disso na mudança de telas no menu inicial, que apresenta alguns atrasos na animação.

Imagem do display

Análise: Razr i [vídeo] (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

O Razr i não deveria ter problemas em sua qualidade de imagens, no entanto, logo que o aparelho é ligado, é possível perceber que menus, fontes e ícones aparecem com um aspecto embaçado, principalmente nas bordas.

O aumento do brilho minimiza a sensação, mas, mesmo com o alto contraste do display, você pode se decepcionar com alguns detalhes, principalmente em menus e em fontes muito pequenas em alguns aplicativos. Isso acaba decepcionando bastante, pois o Razr i é um aparelho com potencial para apresentar melhores resultados.

Câmera

Mesmo contando com 8 MP de resolução, o Razr i não é a melhor opção na hora de fotografar. O aparelho tem um desempenho ruim na hora dos cliques, principalmente caso você queira aproximar uma imagem.

Análise: Razr i [vídeo]AmpliarDetalhe de foto feita com o Razr i. Mesmo com a iluminação adequada, as imagens trazem ruído. (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Mesmo em ambientes iluminados, as fotos são cheias de ruídos, situação que se complica mais ainda em ambientes com pouca luz. Durante a noite, pode esquecer o celular de lado: as fotos não agradam nem mesmo aos menos exigentes. Além disso, usar o zoom do aparelho pode ser algo desastroso: o ruído na imagem é tanto que a foto parece ter sido feita com uma câmera VGA.

Análise: Razr i [vídeo]AmpliarFoto feita usando o zoom do aparelho em iluminação natural. Nem parece uma câmera de 8 MP. (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

O aparelho conta com o modo HDR, que corrige um pouco as falhas, mas não chega a resolver o problema. Outra decepção acontece nos vídeos: mesmo com uma resolução de 1080p, bem acima da média, a falta de um estabilizador provoca filmagens completamente tremidas.

Travou? Esqueça...

De todos os problemas do Razr i, o que mais chamou a atenção foi a lateral parafusada do aparelho. Além de problemas como a aba lateral para colocar o SIM e cartão SD, isso cria mais um problema no aparelho: a impossibilidade de retirar a bateria.

Assim como em outros gadget da linha Razr, caso você enfrente problemas de travamento, será impossível forçar o sistema a reiniciar. E, convenhamos, Motorola: com o uso constante do aparelho, isso não é nada impossível de acontecer. Embora seja possível tentar forçar o desligamento do sistema acionando as teclas de bloqueio de tela e volume, não é possível garantir que isso funcione em todos os casos. Além disso, caso a bateria apresente problemas, você fica totalmente dependente da assistência especializada.

Vale a pena?

Análise: Razr i [vídeo] (Fonte da imagem: Divulgação/Motorola)

O Razr i não é um aparelho top de linha e, embora seu desempenho fique na média entre gadgets intermediários, ele demonstra boas respostas em games e reprodução de vídeos. Então, se o seu foco está nisso, pode contar com o Razr i para o que der e vier.

Mas se você quer fazer fotos de qualidade e se sentiu atraído pela câmera de 8 MP do aparelho, pode se frustrar. Para quem é muito exigente no visual, ele também pode decepcionar nesse quesito, mas se você precisa carregar um tanque de guerra no bolso capaz de aguentar quedas e arranhões, é uma boa escolha.

A bateria é o ponto crucial e é o que salva o Razr i de uma nota ruim entre os intermediários. Com uma duração de bateria impressionante, ele é o aparelho que nunca vai te deixar na mão. A balança do custo-benefício no Razr i depende muito de suas prioridades.

O aparelho está sendo vendido por cerca de R$ 1.200 sem contrato com operadoras. Pela estrutura e bateria do smartphone, o valor é bom, mas avaliando câmera e processador, o preço é extremamente alto.



Viu algum erro ou gostaria de adicionar uma sugestão para atualizarmos esta matéria?
Colabore com o autor clicando aqui!