Rôbos ou máquinas nunca serão seres vivos.Apenas simuladores da vida,progamas de computador com uma inteligencia artificial.
A ficção científica pinta – na maioria das vezes – as máquinas como as grandes vilãs das histórias que envolvem robôs. Desde o Exterminador do futuro até as máquinas de Matrix, o cinema pinta a robótica como uma ciência fadada a substituir a humanidade com seus produtos mecatrônicos. Porém a mesma ficção que gerou os algozes do Homo sapiens também mostrou seus salvadores, como em Wall-E da Disney-Pixar.
A história inventada
Apesar de muitos acreditarem que a robótica é uma tecnologia moderna, os primeiros estudos sobre autômatos são tão antigos quanto a civilização. Já na Grécia antiga existiam aparelhos que – através de pesos e bombas pneumáticas – agiam sozinhos. Porém muito tempo passou antes de surgir uma aplicação real para a técnica.
Na Renascença – período compreendido entre o final do século XIII e meados do século XVII – vários artistas e artesãos construíam pequenas máquinas de ativação própria. Leonardo DaVinci, ao estudar a anatomia humana para melhorar a qualidade de seus desenhos e pinturas, acabou por desenvolver diversos modelos de bonecos que moviam mãos, pernas e alguns eram até mesmo capazes de escrever ou tocar instrumentos musicais .
A tecnologia desenvolvida na Renascença com esses artefatos – tratados como meras curiosidades técnicas e artísticas – acaba por gerar conhecimento que logo depois seria transformado nas primeiras máquinas automáticas responsáveis pelo advento da Revolução Industrial.
Um dos grandes cientistas envolvidos com a robótica foi Nikola Tesla (1856-1943), sérvio radicado nos Estados Unidos, que estudava não apenas máquinas controladas à distância, mas também, segundo o pesquisador, “[...] máquinas dotadas de sua própria inteligência. Como o período da evolução avançou, penso também que não está longe o tempo em que mostrarei uma automação que, deixada por si, irá agir como dotada de razão e sem qualquer controle voluntário do exterior”.
Percebam que até então, ninguém utilizava o nome robô para suas invenções. Este termo (e sua contraparte inglesa robot) vem da palavra de origem checa robota – trabalhador que realiza serviço compulsório – inventada por Karel Čapek (1890-1938). Escritor, Čapek é autor de uma peça de teatro conhecida como R.U.R (Rossum´s Universal Robots – Robôs Universais de Rossum), onde um gênio desenvolve uma substância especial, e começa a construir humanoides – robotas – para substituir o homem no desempenho de tarefas físicas.
Depois da primeira aparição “oficial” dos robôs na ficção, eles nunca mais pararam de surgir. Entre os mais famosos estão os robôs positrônicos de Isaac Asimov (1920-1992), que formam a base do livro de contos Eu, robô – mais tarde adaptado para o cinema – e a série de livros de contos intitulada “Robôs”. Asimov foi tão importante para a concepção de robôs através de suas obras que a Honda batizou um de seus humanoides de Asimo como homenagem ao autor.
No Brasil, Marcelo “Paladino” Cassaro publicou em 1995 o romance Espada da Galáxia, em que descreve a luta entre duas formas de vida alienígena: os metalianos - única raça biometálica inteligente do Universo – e os traktorianos – originários de um planeta semelhante à Terra, mas devastado pela depredação tecnológica. No livro, os traktorianos se utilizam de corpos robóticos para poderem viver.
A sétima arte robótica
No cinema os robôs foram explorados das mais diversas maneiras. Em momentos são tratados quase como humanos, como em O homem bicentenário (1999) – baseado em obra homônima de Asimov – enquanto em outros apresentam civilização independente da humana, como em Transformers (2007). Desde Metropolis (1927) até O Substituto (2009), são vários os títulos que utilizam androides como base de seu roteiro.
As Três Leis da Robótica
Em “Eu, robô”, Isaac Asimov postulou as Três Leis da Robótica, condições de coexistência de robôs e humanos, que serviriam principalmente como forma de prevenir perigos que as máquinas pudessem representar – e que foram exaustivamente explorados por outros autores:
1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.
Mais tarde, em “Os robôs do amanhecer”, Asimov complementa as Três Leis com a chamada Lei Zero:
A importância do material de Asimov para ficção é tanta que suas Leis da Robótica foram usadas em diversas outras obras de ficção – na íntegra ou adaptadas – como em Robocop (1987), em que a empresa OCP imprime diretrizes de segurança baseadas nas Três Leis no protótipo que dá nome à obra.
Apocalipse androide
A paranoia da ficção científica em relação à dominação dos robôs sobre humanos é considerada por muitos como um retrato da luta de classes em que uma maioria servil – como as máquinas da série Exterminador do Futuro e da trilogia Matrix – se revolta e domina a minoria humana e controladora. É curioso perceber que todas as obras das franquias citadas criam uma inversão de papéis em que o homem – antes dominador – se vê no papel de dominado.

Uma outra versão também trágica é apresentada na animação Wall-E, onde a humanidade abandona o planeta quando este não é mais capaz de sustentar a vida devido à poluição. Porém a missão de Eve – uma das personagens principais do filme – é de reaver vestígios de flora que possam um dia permitir a volta para casa.
Quase humanos
Diversos filmes exploram a relação entre humanos e robôs, principalmente quando as distinções entre ambos são mínimas, como Blade Runner (1982). Em ambas as trilogias de Star Wars (1977-2005) os robôs C-3P0 e R2-D2 são companheiros de aventura de duas gerações de personagens, enquanto os vilões da história – conhecidos como Sith – se utilizam de droids como exército.
Uma faceta ainda mais pessoal é dada ao drama de um robô em A.I. – Inteligência Artifical (2001). No filme – considerado uma adaptação high-tech do clássico Pinnochio – um androide em forma de criança empreende uma jornada até a terra mítica de Man-Hattan para se tornar um menino de verdade.
Na vida real
Apesar da grande influência da ficção na ciência e tecnologia modernas, ainda há um grande caminho a ser percorrido até a construção de equipamentos sofisticados a ponto de conseguirem se passar por humanos. Fora da fantasia, robôs existem e são utilizados principalmente em tarefas físicas – um cenário não muito distante daquele descrito por Čapek em R.U.R.
Muitos consideram Tesla o inventor do primeiro robô, depois de sua apresentação do barco teleoperado em 1989. A Westinghouse – empresa de eletrodomésticos – apresentou nas feiras mundiais de 1939 e 1940 o Elektro, protótipo humanoide e, em 1948, o inglês Grey Walter construiu o primeiro robô autônomo eletrônico. Porém estes protótipos não foram produzidos em escala industrial, nem comercializados.
O primeiro robô industrial foi o Unimates – desenvolvido por George Devol e Joe Engleberger para a General Motors – em 1961. Ativado por comandos passo a passo armazenados em tambores magnéticos, o Unimates assumiu – na linha de montagem – tarefas nocivas a seres humanos como a remoção de peças pintadas da área de pintura até a solda de partes da carroceria. Os inventores responsáveis pelo Unimates assumiram um compromisso mútuo em 1956 para desenvolver um robô após um encontro onde discutiram diversos tópicos de ficção científica.
O equipamento – que apresenta seis graus de liberdade, ou tipos de movimentos diferentes que pode realizar – continua sendo usado até hoje em diversas indústrias, aproveitando os mais de trinta anos de desenvolvimentos tecnológicos para aumentar sua eficiência. O sistema de controle do Unimates também é utilizado até hoje por sua simplicidade, servindo como ferramenta didática para o ensino de robótica básica.
Em nome da ciência

Robôs são muito utilizados em diversos campos da pesquisa científica. Em alguns casos – como a exploração espacial – por exigir menos cuidados e apresentar menos exigências do que um humano. O Sojourner foi enviado a Marte para recolher – durante mais de um mês terrestre – informações e imagens sobre o planeta vermelho. Dispositivos semelhantes são usados para a exploração de vulcões e de outros ambientes inóspitos na Terra. Recentemente o diretor de cinema James Cameron (Titanic, 1997) em 2003 voltou ao local do trágico naufrágio, desta vez com robôs – cada um custando aproximadamente US$ 1 milhão – para filmar Ghosts of the Abyss, um documentário em 3-D sobre o navio inglês.
Outro campo de pesquisa que tem se desenvolvido muito é o da robótica social, que pretende descobrir o impacto que a convivência com robôs pode ter sobre os indivíduos e principalmente sobre a sociedade como um todo. As pesquisas nessa área se iniciaram com Grey Walter e se desenvolveram ainda mais com o surgimento das primeiras inteligências artificiais no começo da década de 1990. É nessa área que as Três Leis postuladas por Asimov em Eu, robô atravessam a fronteira da ficção para a realidade, como um dos testes – no caso, como verificação de comportamento – para a definição de robô social. O outro teste necessário é o teste de Turing, que define a capacidade de inteligência do robô. Existem algumas discordâncias sobre a utilização de apenas estes testes, já que ambos excluem as interações entre dois ou mais robôs, considerando apenas válidos os resultados obtidos a partir da interação homem-robô.
Salvando vidas
Entre os muitos desenvolvimentos técnicos da robótica, poucos são tão impressionantes quando os avanços na área médica. Graças a robôs telecontrolados, hoje é possível um cirurgião na Suíça operar um paciente aqui no Brasil, em casos onde a remoção do paciente para outra localidade seria impossível ou arriscada.
Entre os vários benefícios trazidos pelos robôs para a medicina estão cirurgias mais precisas e menos invasivas, diminuição da dor e da perda de sangue. Entre as especialidades que se utilizam de robôs para realização de cirurgias estão: cirurgia geral, cardiologia, cirurgia gastrointestinal, ginecologia, neurocirurgia, oncologia, pediatria e muitas outras.
Entretanto, há muito para se avançar neste espaço. Os robôs ainda são muito caros, embora ocasionalmente não custem tanto quanto os honorários de um especialista, especialmente no caso de robôs com inteligência artificial para cirurgias rotineiras.
Robôs domésticos
A partir do século XXI, diversas empresas que investiram em pesquisa de equipamentos robóticos começaram a lançar no mercado os primeiros robôs para uso doméstico. Desde o cãozinho Aibo da Sony – que pode ser considerado um brinquedo de altíssima sofisticação – até os aspiradores robóticos como o iRobot Roomba e o Electrolux Trilobite – este último está disponível para venda no Brasil por quase R$ 6,5 mil reais –, já começa a existir uma coexistência entre humanos e robôs. No Japão existem estudos para o desenvolvimento de robôs humanoides – alguns, como a Actroid apresentada na Robotec Fair 2009, já bastante avançados – para acompanhar idosos que necessitem de cuidados especiais.
Para o futuro
Avanços tecnológicos frequentes já são marca registrada da Geração Y, e o campo da robótica é um dos que oferece maiores perspectivas. Além do refinamento de toda a tecnologia existente, algumas áreas ainda bastante hipotéticas já começam a mostrar primeiros resultados.
A nanorrobótica, por exemplo, pretende construir autômatos com tamanhos na casa do milionésimo de milímetro. As aplicações de tais robôs – acredita-se – podem variar de cirurgias altamente localizadas, como no combate a tumores, até a construção de estruturas de engenharia capazes de se montarem sozinhas.
Ainda há muito o que se dizer sobre robôs, seu passado e o futuro que os aguarda. Por isso fique ligado em outros artigos sobre o tema aqui no Baixaki!
Rôbos ou máquinas nunca serão seres vivos.Apenas simuladores da vida,progamas de computador com uma inteligencia artificial.
Completando o comentário da Karoline Tyemi Fujimoto, em 30/10/2009 às 11:45h, na verdade o homem deve ter medo do próprio homem. Vamos pensar inteligente e coerentemente um pouquinho?
Quem projeta o robô? O homem. O que um robô pode fazer? Repetições sistêmicas para as quais ele foi projetado. Um robô ainda é desprovido de "consciência" (em Transformers, um dos robôs já usa o termo "um ser consciente", meio que dizendo que um robô não é um ser "vivo", por não ser biológico, mas um ser que não perde em nada em inteligência para um humano), porém, com os avanços da ciência da computação aliada às neuro e psicologia, a robótica está avançando nos setores de inteligência artificial [o Roadrunner (supercomputador da IBM), já alcançou a casa dos petaflops (um processador de computador hoje em dia não mais é comparado por velocidade de clock em GHz, mas sim em quantidade de pontos flutuantes para realização de cálculos por segundo... essa marca acima dos 4 ou 5 petaflops, permitem à máquina obter desempenho superior à capacidade dos neurônios humanos, ou seja, um computador, hoje, pode ter inteligência artificial similar à humana, porém com a vantagem de ter dispositivos artificiais que buscam às informações armazenadas, aprendidas e melhoradas ao longo do tempo e da maturidade (exitência e atividade em funcionamento pleno) com uma velocidade extremamente superior às capacidades biológicas humanas].
Resumindo, se um dispositivo com uma inteligência artificial com petaflops suficientes que permitam a um "ser consciente" ter maior QI, com alto poder de resgate de informações que lhe sejam necessárias e aliados a um corpo robótico que pode ser de materiais extremamente resistentes ao calor e ao frio, um ser que não necessite de remédios, alimentos convencionais, dentre outros atributos benéficos à classe robô... não preciso nem ter tanta inteligência quanto um ser desta natureza para saber que um robô nem perderia tempo tentando escravizar humanos para trabalhar no lugar deles...
1º que um humano não seria tão rápido em aprender novas tecnologias, assimilá-las e melhorar o que foi aprendido e transmitir aos demais;
2º que um humano não teria resistência física suficiente para realizar as tarefas que os robôs já foram concebidos a centenas de anos atrás para desempenharem em nosso lugar;
3º se eu fosse um robô autômato, só perderia tempo com um humano se eu estivesse "sendo obrigado" a me defender do pobre mamífero (sim, o ser humano é o que destrói tudo o que cria e o que os outros criaram também).
Enfim, não precisa ser PHD, nem hacker e muito menos um gênio pra chegar à conclusão que um robô não perderia tempo tentando usar humanos para se manter, evoluir, ou para matar (humanos sim, projetam robôs para uso militar, contrariando as "4" Leis da Robótica).
Leitores, tenham medo dos seus semelhantes e não dos robôs. Seus semelhantes próximos sim têm mentes maléficas com pensamentos e intenções maquiavélicas que rebaixariam outros da mesma espécie ou de outras espécies também, para sobreviver de forma mais vantajosa que os outros. (Estou mentindo ou existem seres humanos passando fome na àfrica e outras partes do mundo, enquanto em outros setores industrializados e urbanizados, outros vivem desperdiçando em alimentos e etc?)
Abraços,
Vitor Raul Miotto
Nós também somos robôs...só que de carne e ossos...vivemos de forma desleal com os nossos semelhantes e com a natureza que se acaba a cada dia...não gostamos de regras por isso os erros vem a tona...se fossemos mais honestos desde o princípio o mundo seria mais perfeito !!! Os robôs são a prova que não acreditamos mais em nós ? Para muitos sim, mas é tudo mentira, todo ser humano tem seu valor, basta nós lutarmos por esse direito naquele que te inventou e permitir que um novo mundo possa ser realizado em breve !!!
A robótica é uma realidade e futuramente será cruel com o ser humano, pois o robô irá dominar os espaços e a vida de todo terráqueo. Só idiota acha que estão construindo maquina para lavar e passar e servir de babá para o homem; seu uso futuro, quando isso for possível, vai ser controlar e dominar o homem.É lógico que ninguém diz isso ainda,e ninguém assume pelos problemas éticos de levantará, mas a verdade é essa.Os filmes de ficção que mostram os robôs do mal logo logo vão se tornar profético.Aguardem e verão.
Atualmente,no Japão estão mais da metade dos robôs industriais e domésticos do mundo. Veremos ,quando sairá um Assimo(Honda) humanóide...
máquinas ou robôs jamais agirão como criaturas vivas, única e simplesmente porque não são criaturas vivas.maquinas que aprendem? e se o dono for ladrão?as três leis, são para a robótica, o que a clonagem é para humanos, ....tudo questão te política, ética e lucratividade.poderemos SIMULAR uma vida, mas é só um programa de computador. Nada mais.
Na verdade, ja convivemos com eles ha tempos!De certa forma as impressoras por exemplo são robos!Elas puxam a folha, imprimem e lhe entregam do jeito que voce mandou!
Tudo que de algum modo tem uma inteligência artificial sempre terá mãos da computação e na computação a muitas falhas . claro falhas podem ser corrigidas porem nem todas .
Os robôs do futuro não podem ser iguais aos robôs dos separatistas (star wars)
amoo Robótica, creio q em um futuro não muito distante os humanosdisfrutarão de uma vida mais saudavel... parcialmente por causa dos nossos amigos robos. =D